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As mil e umas funções dos fantoches




Pinóquio, o favorito das crianças, foi um boneco a quem foi dada a vida.  Segundo a história de Carlo Collodi, ele pôde andar e falar sem ser necessária a manipulação de mão alguma para o guiar; ele representa a imagem vivida de uma arte tão fantástica que até dá vida aos bonecos.

Mas Pinóquio era mágico, porque encontrou a vida através do amor do homem que o criou.

Como será possivel um Teatro de bonecos se o seu criador não o manipular, fazendo-o andar,falar, cantar  edançar? Sem o bonecreiro, os bonecos ficariam esquecidos na escuridão de um canto ou simplesmente condenados a brinquedos de criança.

Os bonecos vivem sòmente nas mãos do manipulador.  É através dele que eles recebem corpo e alma e graças ao seu talento eles tornaram-se independentes e o centro de uma representação artistica onde se ignora a presença do bonecreiro.

Não se sabe quem foi o primeiro bonecreiro.  Uma hipótese é que talvez fosse alguém que ao observar  uma criança a brincar com um boneco tivesse tido a ideia de dar a essa função um sentido mais dramático.

Talvez seja importante anotar os bonecos articulados representando figuras ancestrais, como deuses e feiticeiros que os nossos antepassados fizeram para as celebrações da morte.

Talvez o espectáculo de Teatro de Bonecos tivesse nascido nãocomo factor recreativo mas como uma exaltação do culto.  Aliás os Padres e os religiosos muito antigos sabiam o efeito que os bonecos movimentados oroduziam nas pessoas, e ainda hoje, os povos da África e da Austrália, usam bonecos nas festividades religiosas.

Tanto quanto se sabe, tem-se passado o mesmo com os escandinavos, que fazem com que se acredite na vida divina através de bonecos animados.

Aliás, na velha Alexandria havia igualmente bonecos articulados com fios para os festejos das cerimónias do Deus Baco.  Os romanos representavam o deus Manduco - que acreditavam comer crianças - com uma estátua cuja boca se abria e fechava.

E assim, caminhando pelo mundo, factos semelhantes se têm passado desde a antiguidade até aos nossos dias.

Mas nem toda esta trajectória foi um espectáculo de marionetas, como o não são os bonecos gigantescos das procissões de Viareggio ou de "Fiesta" de Pamplona.

Um espectáculo de bonecos não são sòmente os bonecos a animarem ou a chamarem a atenção para um factor social.  O verdadeiro espectáculo acontece quando um boneco com cabeça, braços e roupas não dorme nas mãos do bonecreiro.

Um boneco adquire a vida, com o dedo indicador do bonecreiro a mexer a cabeça e o polegar e o médio a movimentarem os braços.  A fala e os movimentos devem acontecer simultaneamente quando se mima o boneco com as mãos dentro dsas roupas.  Com os movimentos dos dedos faz-se, ao mesmo tempo, alterar as expressões emocionais do boneco.




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