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Teoria do Balde
Imagine que nossa vida inteira seja como um ser com inúmeros baldes ao redor. Uns cheios, outros vazios e outros pelo meio. O indivíduo egoísta quer armazenar tudo para si mesmo. Inútil. O que transborda de esvai. O que necessita continuará vazio. O acomodado fica parado e não faz nada. Inútil. Haverá desperdício transbordante e carência nos vazios. O inteligente tentará conter o transbordamento de uns _ para economizar _, fará alianças para conseguir encher os vazios. Pode até funcionar, mas se distancia muito da caridade. O sábio aceitará o fato e saberá detectar os que transbordam e os que necessitam. Por se sábio, deixará que se aproxime de seus baldes transbordantes todos os carentes. E sabiamente, se aproximará de todos os transbordantes para encher seus próprios baldes vazios. Dessa forma a caridade será genuína. Ninguém é tão rico que não precise de nada e ninguém é tão pobre que não tenha nada para dar. Mas e se os transbordantes se recusarem que os vazios se aproximem deles? Jesus disse: ´´Amai uns aos outros.`` Buda disse: ´´Procurai o caminho do meio.`` Dos baldes que transbordam em mim, sirva-se. Dos meus baldes vazios, não tenho vergonha ou timidez de pedir: Você tem condições de preenche-los? Posso me aconchegar?
ninamar anap_ferr@hotmail.com
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