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Fantoches - Suas Origens Profanas



As marionetas ou fantoches apareceram, na Grécia, vindas do Egipto, mas com características diferentes.  Enquanto no Egipto tinham um carácter sagrado, na Grécia perderam-se completamente e passaram a ser usadas nos festins dos ricaços que, além de grandes banquetes com muita comida, bebidas e mulheres, não dispensavam o ? teatro de bonecos? e pagavam por essas representações privadas grandes quantias.

A par desses comediantes e fantocheiros ambulantes, na Grécia começaram a aparecer, os ?teatros de bonecos? particulares que, na altura, deram origem a bons negócios.

As marionetas tornaram-se tão populares que a ilha de Creta tinha como  ?guardião? uma grande marioneta de bronze, a qual, accionada por fios conseguia pôr em fuga os exércitos que atacavam a ilha e que ficavam aterrorizados com a visão do boneco.

O próprio Sócrates utilizou muitas vezes um fantoche para falar aos atenienses: enfiava o fantoche na mão e dirigia-lhe as perguntas que desejava fazer aos atenienses.  As respostas eram dadas, naturalmente, através do fantoche.

Todas as representações em praças públicas, quer da cidade quer das pequenas povoações, contavam sempre com numerosa assistência, de todas as idades.  O ?Teatro de Bonecos?, caracterizou-se sempre, aliás, em todas as épocas, pela sua capacidade para divertir crianças e adultos.

Tema de grandes debates e controvérsias entre os que gostavam destes espectáculos e os que, como Aristóteles, não viam nele senão banalidade, parece que venceu a corrente que considerava os bonecos extremamente importantes tanto em representações teatrais como em estatuária animada, passando até a ser entretenimento diário do rei Lysímaco.

Foi também prática corrente oferecerem-se fantoches às crianças e de tal modo eram consideradas e amadas que em todas as sepulturas infantis gregas existia um fantoche ou uma marioneta de fio, pois as crianças eram enterradas com os seus brinquedos preferidos.

As pantomimas gregas não só tinham bonecos a imitar seres humanos como também personagens da mitologia, tais como centauros e faunos.

O mais conhecido manipulador grego foi Photino, cuja popularidade chegou até aos nossos dias através de muitos textos dos autores da época.  O seu interesse por este tipo de teatro foi tão grande que chegou a representar no teatro de Dionisios, ao pé da Acrópolis.

Sabe-se através de Arquimedes que Photino iniciou diversos tipos de manipulações construindo os bonecos com articulações que imitavam perfeitamente os movimentos humanos.  Não se sabe, infelizmente, qual o tipo de movimentação que utilizou para atingir esta perfeição. Estes bonecos eram quase todos manipulados por vara metálica e assemelhavam-se muito aos que ainda hoje existem na Sicília e em Liège.  Os romanos, nas suas conquistas, levaram consigo bonecos gregos, sendo indiscutível que a origem do Teatro de Bonecos em Roma veio da Grécia.


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