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POP ARTE

(Arte popular)

Lucy Lippard, na introdução ao seu livro sobre a pop art, afirma que essa corrente nasceu duas vezes: a primeira, em Inglaterra, a segunda, totalmente independente, em Nova-Iorque. Este movimento sucede a um período de quase 20 anos, de domínio absoluto por parte do abstraccionismo e da arte informal. Como este movimento nasce do desengano face às convicções que o antecederam, deve ser considerado mais como herdeiro da tradição abstracta do que da figurativa.

A nova corrente faz a sua entrada em NY no início dos anos 60. Todavia, já a partir de 1956-57, surgem em quadros de tendência gestual, restos da escola nova-iorquina, os primeiros objectos «reais», de uso manifestamente corrente, pintados ou simplesmente colados à obra. Larry Rivers, Jasper JOHNS e Robert RAUSCHENBERG que, ao inserirem na sua pintura fortemente expressiva elementos icónicos de carácter decididamente antiexpressivo, estabelecem a transição entre os representantes do abstraccionismo e os que virão animar a pop art. De início, essas operações identificam-se com a assemblage, mas, a partir de 1961, através das obras de Jim DINE, Claes OLDENBURG, Roy LICHTENSTEIN e James ROSENQUIST, revelam características nitidamente antiabstractas, recorrendo a símbolos e a técnicas da linguagem publicitária. Embora a aparição da pop art não deva atribuir-se a influências históricas, pode considerar-se que os seus precursores são o surrealismo e o neodadísmo, e, acima de tudo, Duchamp.

Nas obras dos artistas pop, verifica-se a descontextualização da imagem, o modo como o objecto é reproposto é reproduzido como elemento de refugo, eliminado pela sociedade que o produziu.

Para se compreender a pop art, justificar as suas técnicas, entender os seus conteúdos, é necessário, em primeiro lugar, ter em conta que se trata de um movimento associado à contemporaneidade, caracterizado por um impulso e por um estilo indissoluvelmente ligados aos ritmos das cidades modernas. As suas fontes de inspiração são os aspectos mais excessivos e provocatórios da cultura contemporânea: o universo da sociedade de massas, as imagens que caracterizam a linguagem comercial e exercem uma pressão excepcional sobre os homens.

O nascimento da pop art ocorre em duas fases. Na primeira, designada por neodadaísmo surgem artistas como Rauschenberg, Johns, Dine, Lichtenstein, Rosenquist e Segal, que jogando com as potencialidades que a imagem é capaz de pôr em prática, passam por uma fase, embora curta, de denúncia. A segunda fase é de entrega total à banalidade, ou fase plena (Nova-Iorque, Califórnia). Caem as barreiras entre a arte e a vida; a linguagem dos mass media é elevada provocatoriamente à categoria de representação estética, na mais absoluta falta de consideração pelos canais codificados da arte. O espaço da cidade, com o seu fardo miserável de conformismo e de mitomania, torna-se o cenário de onde artistas como Andy WARHOL, Tom WESSELMANN, Claes OLDENBURG, Robert INDIANA e os outros anteriormente citados extraem as suas imagens estereotipadas e inertes. O processo através do qual transpõem os objectos mais correntes para o nível artístico, não se baseia numa tomada de posição crítica ou de contestação, mas de aceitação do sistema. Os mass media garantiram um método de conhecimento das imagens compreendido por todos da mesma forma e os artistas pop, em vez de se revoltarem contra esse nivelamento ideológico, confirmam-no energicamente.



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