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Heitor Villa Lobos



Compositor e maestro brasileiro, nasceu no Rio de Janeiro, filho de um músico amador, funcionário da Biblioteca Nacional. Desde cedo aprendeu piano e clarineta e aos 12 anos começou a tocar violoncelo em teatros, cafés e bailes. Também aprendeu violão e conviveu com os chorões (músicos populares que tocavam choros), que com suas canções de rua foram seus primeiros professores.


Sua formação de autodidata foi completada lendo e estudando as obras dos grandes mestres, tratados didáticos como o de d'Indy. Mas são o seu instinto e gênio, peculiar aos grandes mestres, e sua grande admiração por Johann Sebastian Bach, a força que o impulsiona a compor.


A Prole do Bebê são as três suítes para piano de Villa-Lobos. A primeira, a mais importante e também a mais conhecida internacionalmente pelo trabalho de divulgação feito por Arthur Rubinstein (1886-1982), célebre pianista virtuoso, grande amigo e admirador incondicional de Villa-Lobos. Rubinstein incorporou a Prole do Bebê ao seu repertório e a executou nos melhores teatros e para as mais exigentes platéias, em programas com composições de Bach, César Franck, Chopin e Liszt. Desta suíte faz parte o Polichinelo, que é frequentemente executado isoladamente e também é bastante conhecido.


Atacado violentamente pela crítica da época, viaja para Paris (1923), juntando-se aos compositores vanguardistas Ravel, Falla, Varèse, Florent e Schmitt entre outros. Durante a permanência em Paris compôs a extraordinária série dos Choros. Sua estada em Paris, mostra aos europeus sofisticados e intrigados, a arte selvagem, irracional e sensual deste novo compositor.


Sua intensa admiração por Bach manifesta-se em sua plenitude com sua obra mais famosas dos anos 1930-45, as Bachianas Brasileiras, para diversas formas de orquestras. Nesta série de nove obras, denominadas Bachianas Brasileiras, Villa-Lobos com inspiração eminentemente brasileira, adaptou estas obras as formas barrocas, clássicas e contrapontísticas. A Bachianas N. 1 foi composta para orquestra de violoncelos; N. 2 para orquestra e tem como tocata final O Trenzinho do Caipira; a N. 3 para piano e orquestra; a N. 4 para solo de piano ou orquestra; N. 5 para soprano e orquestra de 8 violoncelos, começa com a Cantilena, e é a mais conhecida nacional e internacionalmente; N. 6 , camerística, para flauta e fagote; a N. 7 para orquestra; a N. 8 também para orquestra; a N. 9 para coro a cappella ou orquestra de cordas.


No Brasil, Villa-Lobos fez um trabalho de alta importância para a educação, durante a Revolução de 30, relativamente ao desenvolvimento do canto orfeônico. Nesta ocasião, lança o Guia Prático, extraordinária coleção de temas populares. Em 1932 é nomeado superintendente da Educação Musical no Estado do Rio. Faz um notável trabalho pedagógico, sem par, e em 1942 funda o seu Conservatório Nacional de Canto Orfeônico com a criação de inúmeros corais populares nas escolas. Neste período separa-se da sua primeira mulher e casa-se agora com Arminda Neves de Almeida, que viria a dirigir o Museu Villa-Lobos.


Villa-Lobos teve uma grande produção artística, cerca de 1500 obras conseguindo realizar-se no espírito nacionalista que dominou sua época. Compôs 12 sinfonias, sendo a mais importante a N. 10, Sumé Pater Patrium, uma obra-prima. Poemas sinfônicos, concertos para violino, violoncelo, piano; diversas peças para piano, numerosas melodias com acompanhamentos de piano ou orquestra.


Sua produção operística é irregular: Izaht, Yerma e outras sem maior importância, num total de 5 óperas e 15 bailados. É nas Serestas para canto e piano, nas suas muitas canções que Villa-Lobos soube muito bem, melhor que ninguém, captar a alma da modinha brasileira.


Cirandas, esta coleção de 16 peças para piano, inspiradas em motivos folclóricos tais como: Terezinha de Jesus; Fui no Tororó; Vamos atrás da Serra; Calunga; Pai Franciso; e outras jóias do cancioneiro popular, nos transporta aos tempos da infância, com as crianças e as brincadeiras de roda.


Rudepoema, esta fantasia pianística (1921-26), obra violenta e inspirada, tem o objetivo de retratar a personalidade musical de seu amigo e admirador Arthur Rubinstein, pianista polonês naturalizado americano que estudou com Barth e Paderewski e gozou de fama internacional.


As quatro suítes orquestrais Descobrimento do Brasil, os 12 Estudos e os 5 Prelúdios para Violão são certamente suas composições mais conhecidas, divulgadas, executadas pelo mundo afora. Mandu Çarará, para orquestra e coros mistos; a fantasia para piano e orquestra Momo Precoce; suas composições religiosas, as obras corais Missa de São Sebastião; Bendita Sabedoria; Magnificat Alleluia e Vidapura; uma Fantasia Concertante para orquestra de violoncelos; concertos para violão, violoncelo, piano e gaita de boca; muita música de câmara para as mais diversas formações.


Em 1945, Villa-Lobos fundou a Academia Brasileira de Música, cujos primeiros 50 membros ele mesmo designou. Em 1948, opera-se nos Estados Unidos de um câncer. Durante a década decorrida após esta operação, viajou regularmente para a França e aos Estados Unidos, países onde sua música encontrou grande sucesso, onde regeu importantes orquestras executando suas próprias composições.




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