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Basílica DE SANT? ANDREA



BASÍLICA DE SANT? ANDREA

Foi o projeto da segunda igreja feita por Alberti ao Marquês Ludovico Gonzaga. Substituiria uma pequena igreja a ser demolida na cidade de Mântua em 1470. Um primeiro projeto da igreja cujo autor era Antonio Manetti foi enviado a Alberti por Ludovico, para análise e como resposta modificações no projeto original foram feitas.

Alberti toma frente a mais essa obra.

CRONOLOGIA:



?1471 - Alberti vai para Mantua onde Luca Fancelli efetuou a planta e é o encarregado da execução da obra.

?1472 - Conclui-se a demolição da antiga igreja e em fevereiro inicia-se a nova obra. Em agosto Alberti vem a falecer. Fancelli torna-se o principal responsável pela construção da igreja, sendo fiel ao projeto proposto.

?1494 - A abóboda de berço é terminada, finalizando a construção.

ANÁLISE DA OBRA

- Implantação / Monumentalidade

Obra implantada na cidade de Mantua na Itália. É um conjunto de linhas simples e grandiosas, tornando-a uma edificação imponente, robusta. Cumpriu bem seu objetivo, que era o de substituir uma pequena igreja por uma edificação maior, sobressaindo-se a toda e qualquer edificação em sua volta. Nos seus arredores encontra-se um bairro com ruas estreitas e pequenos becos, sendo a basílica de singular importância na localização de grandes espaços abertos por abrigar os mesmos em sua volta, não chegando à configuração de praça tais espaços, mas acabando por ter a mesma finalidade. 

- Fachada

A fachada é tratada esculturalmente, assim como toda a obra em questão. Em sua composição encontramos diversos elementos clássicos que remetem à antiguidade, como o frontão e as colunas que possuem capitel trabalhado e fuste, estando apoiadas em altos pedestais. Em um segundo plano recuado em relação à fachada externa e principal, encontra-se a entrada para a basílica, dando um efeito de sombra e profundidade à grande abertura de entrada da fachada, que leva a um protótipo de transepto antes de se entrar na nave central da basílica. Em sua cobertura encontramos o início da abóboda de berço que segue sobre a nave central até à cúpula; e na lateral juntamente encontramos a torre. As janelas também são elementos constituintes da fachada, fazendo o papel de objeto de iluminação e como parte decorativa encontram-se também painéis recuados que seguem o mesmo padrão das janelas. Elementos como o grande arco e as pilastras fazem alusão ao arco do triunfo construídos na antiguidade.

- Paredes Laterais

Lembrando os templos etruscos, as compridas paredes laterais possuem em sua composição aberturas como os nichos e as janelas, que também colabora com a ilumina, este nichos possui a forma circular o que impõe no visual; estruturas como os contrafortes também estão presentes, estão bem encrespados nesta lateral de sentido transversal ao transepto. 

- Divisão Interna / Compartimentos

Segue uma divisão interna diferente das demais basílicas, pois não possui uma nave lateral contínua, mas seccionada por nichos que servem de pequenas capelas. Nave central extensa com vãos laterais mais estreitos, com as suas três aberturas: a porta, o nicho e as janelas. Tem em todo o seu segmento a abóboda de berço, que se finda no encontro com a cúpula, a qual marca o cruzamento da nave central com o transepto. Possui apenas duas saídas, sendo uma na fachada principal e a outra eu um dos extremos do transepto. Possui um pequeno tipo de transepto também em sua entrada, sendo este na área externa à basílica, mas coberto por abóbodas que formam uma galeria.

- Abóbora de Berço / Cúpula

Abóboda de berço com um vão de 17m ligeiramente alçado, que segundo regra que Alberti expressa em seu tratado, as abóbodas devem se erguer em cima do semicírculo. Seu término se dá no encontro do transepto, na formação da cúpula, a mesma também serve de elemento de iluminação já que comporta janelas em seu corpo juntamente com falsas aberturas composta com esculturas.

- Conclusão

Vimos atraves desta obra da Basílica de Saint? Andrea alguns elementos já conhecidos em outras obras de Alberti e que aludem as obras da antiguidade clássica: pedestais altos dos pilares, capitéis, arquitraves e painéis recuados, a obra sempre em grande escala e tratada esculturalmente; e além do fortalecimento do tratado.

Esta obra por sua vez se destaca como referencia ao periodo do renascimento na arquitetura pois se basea nos conceitos feito por um dos pioneiros nestes conhecimentos, o que nos trouxe vasto conhecimento ao assunto.



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