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Os Fantoches na Educação



  Os fantoches constituem uma linguagem de animação não devidamente valorizada no nosso Pqís, e daí a necessidade urgente de alertar os animadores e todos os tipos de animadores de diversos sectores para a sua grande importância.

Eles têm uma origem muito remota, são tão antigos como a história e pode até dizer-se que a partir do dia em que uma criança brincou pela primeira vez com um/a boneco/a, quando vestiu com trapos qualquer pedaço de madeira ou objecto e quando os embalou nos seus braços, ela estava já a brincar com  fantoches.

Os povos da antiguidade utilizaram-nos de diversas maneiras conforme as culturas, mas o que provam os documentos mais antigos é que desde a sua origem eles tiveram sempre um cunho educativo, transmitindo as religiões e as formas culturais.

Acabaram por fixar-se definitivamente no domínio da pedagogia e ganharam foros de jogo dramático reclamando assim cada vez mais a participação da criança. Em países avançados neste campo, a moderna psiquiatria socorre-se deles com frequência e as escolas de deficiêntes empregam-no com resultados francamente positivos.

O fantoche está, pois, generalizado no ensino podendo ser adoptado por qualquer tipo de escola, Sabe-se, por exemplo, que na Austrália a Cruz Vermelha recorreu em tempos mais atrás, aos fantoches para iniciar as crianças nos hábitos higiénicos, utilizando-o ainda, como estimulo persuasivo, na vacinação infantil. No nosso País também é por vezes adoptado, e eu própria levei em missão humanitária esse programa para Cabo Verde (Ilha do Sal).

Perante estes exemplos podemos concluir que a participação imediata da criança nesta actividade enriquece o fantoche e coloca-o em primeiro lugar na aprendizagem de certas matérias, onde é, sem dúvida, mais estimulante que a palavra do educador.

Estas experiências apaixonantes têm sido debatidas em vários congressos europeus (Itália, Polónia, França, Suécia ...) pretendendo desenvolver o tema da educação ética e estética da criança, através deste processo dramático.

Desta forma o fantoche contribui para a educação do público em geral com peças adaptadas para várias idades. Lembremos que, na Alemanha, eles foram durante certo tempo utilizados para alertar contra os perigos de conduzir, sob a influência do álcool.

Também este tipo de teatro tem sido utilizado por brigadas que entram nas campanhas de educação de massas e tem vivido jornadas notáveis no campo da luta contra o analfabetismo e a iliteracia.

Na educação de crianças o fantoche entra como método activo, convidando-o a manipular e a actuar com um brinquedo que se presta a todos os exercicios de sonho, fantasia e realidade. O actor vivo é sempre para a criança um "mascarado", o que tem as suas implicações no plano afectivo. Com o boneco passa-se algo de muito diferente:" não é o actor que fala, é uma palavra que age".

Levado à escola o fantoche pode participar na lição de vocabulário, na articulação da palavra, na construção do diálogo, na selecção do texto, no encontrar de um estilo próprio. No desenho, na construção e pintura do boneco e no cenário. Nos trabalhos manuais e oficinais, na construção do palco, a serrar madeira ou cartão, a preparar adereços, a fazer colagens. Na iniciação musical, na recolha de sons e até na canção em viva voz ou tocando um instrumento.

O teatro de fantoches tem papel fundamental na coordenação do ensino. Exige uma gama de efeitos que joga, ora com o visualismo cénico, ora com a magia do som e da movimentação das figuras.

A criança sente em si o dinamismo transmitido por todo o potencial do fantoche. Daí ela vive o espectáculo de bonecos com todo o entusiasmo com que revive a vida.

O fantoche pode acumular uma gama de interesses animando as crianças através do seu poder meramente lúdico ou como entretém de construção ou dramatização.




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