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A aplicação das Expressões nas Evoluções Psicogenéticas



  Toda a primeira infância tem, na formação e na vida dos individuos, uma importância que durante muito tempo se subestimou, tanto entre os psicólogos e pedagogos como entre o povo.

Uns e outros consideravam o espírito da criança como cera mole na qual a vida ia einscrevendo, pouco a pouco a sua experiência e os seus ensinamentos, até à altura em que se acreditava ver despertar o conhecimento, a inteligência e o bom senso. A pedagogia e a religião estavam de acordo em fixar a idade da razão nos 6 ou 7 anos, idade antes da qual, era suficiente ocupar-se da vida vegetativa das crianças.

Os leigos chegavam às mesmas conclusões por simples considerações empiricas. Quando um adulto examina a sua infância, dificilmente ultrapassa uma certa idade, que parece ser a" idade da razão". Levar o pensamento mais longe ainda, é a  recordação indecisa e brumosa e mais longe ainda, é a noite completa. Por isso existia uma tendência natural para considerar que os anos assim imprecisos são apenas um balbuciar de vida e que a história da criança só começa verdadeiramente no momento em que a pessoa individual surge do nada.

Sendo assim, seria desnecessário considerar as preocupações psicológicas que permitiriam à criança propsperar e crescer. Toda a pedagogia da primeira infãncia seria superflua e podiam abandonar-se todas as considrações psicológicas em relação ao comportamento para esta idade.

Ora, as descobertas modernas, mostraram qté que ponto estas concepções estão erradas: a primeira infância, mesmo se não temos nenhuma consciência dela, é, em grande medida, determinante das reacções da juventude e da idade adulta.

Esta é uma pequena introdução para que se situe o papel das expresões nos seres humanos como factor de acompanhamento a todo o desenvolvimento.

Assim e visto não passar de uma fase de crescimento sem se ter passado por outro, o período infantil desde o nascimento, necessita em primeiro lugar de  relações mais ou menos felizes com os outros e o meio ambiente, todas elas importantissimas para condicionar o êxito das fases seguintes.

Portanto, o desempenho satisfatório da criança vai depender do equilibrio e da harmonia que envolve o seu processo de desenvolvimento.

Por esta ordem de ideias e visto as actividdes lúdicas permitirem trabalhar e actualizar o potencial criador da criança, elas vêm dar-lhe uma tomada de consciência sobre a realidade e permitir-lhe evoluções sucessivas que se vão manifestando ao mesmo tempo que se vai procedendo à sua estruturação progressiva e irreversível que atua conforme os ritmod de cada um e que poderá surgir por fases alternadas.

Desta maneira uma actividade lúdica conduzida adequadamente e experiências expressivas cuidadosamente seguidas a fim dde que o real e o imaginário entrem no equilibrio da formação da personalidade da criança vai obrigatóriamente contribuir para que através de diversas exprimentações enriqueça a sua imaginação. Asim, interdependentes um do outro, o real e o imaginário completam-se.

Termino, acrescentando que todo o homem tem necessidade desta interdependência para o seu processo evolutivo, para o seu equilibrio.




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