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Apesar de sua curta vida, Eduardo Arolas deixou sua marca na história do tango com títulos que hoje são mundialmente conhecidos como Derecho Viejo, Come il Faut, Fuegos Artificiales, La Cachila ou La Guitarrita, entre outros. É assim que seu nome goza de uma grandeza maior do que a que reflete a pequena rua a ele dedicada que comunica as ruas Ramón Carrillo e Paracas, em Buenos Aires.

Lorenzo Arola nasceu no bairro de Barracas em 25 de fevereiro de 1892. O nome Eduardo foi adquirido de um padrinho e o ?s? foi agregado ao sobrenome por uma questão fonética. Mais tarde, seria conhecido como o Tigre do Bandoneon.

Conhecido desde adolescente como ?el pibe Eduardo?, dedilhava um violão no armazém e botequim que seu pai tinha em Barracas, para deleite dos fregueses, dos que rapidamente ganhou a admiração.

Aprendeu rudimentos de violão de seu irmão José Enrique e iria descobrir o som e a arte do ?fueye? (bandoneon) de Ricardo González, o ?Muchila?, com quem se apresentou em um café da Boca.

Com 15 anos de idade já estava definida sua vocação, e até os 19 anos dividiu sua vida entre sua labor musical e seu emprego de desenhista em uma empresa; a partir dessa idade iria se dedicar inteiramente à música. Aprendeu teoria musical com o maestro José Bombig, atuou como bandoneonista em diversos cafés da Boca até que instalou seu próprio café, que batizou como ?Una Noche de Garufa?, que seria o título de seu primeiro tango.

Atuou em Montevideu e, de volta em Buenos Aires, montou um trio com Tito Roccatagliatta e Agustín Bardi (outra figura do bairro de Barracas).

Arolas não lia música, por isso ele não transcrevia seus tangos às partituras e diretamente os gravava; todavia era um instrumentista brilhante, fruto de sua constante superação e seu meticuloso estudo do instrumento. Em 1913, sua orquestra chega à rua Corrientes, e logo é contratada para tocar em um lugar ao qual não pôde chegar qualquer um: Armenonville; ali tocou com Roberto Firpo. A partir de então, apresentar-se-ia em locais distintos e compartilharia o palco com artistas de notável atuação: Juan Carlos Cobián, Rafael Tuegols, Julio de Caro, José María Ruzzutti, Luis Bernstein e Luis Riccardi, entre outros.

A raíz de uma suposta decepção amorosa, Arolas emigrou de Buenos Aires e retornou a Montevideu, e por essa época começa a cair na bebida. Realizou grandes atuações nessa cidade e mais tarde se embarcou para a Europa acompanhado de uma amiga cujo nome iria se tornar o título de um tango-milonga: Alice.

Impôs-se em Paris e lá colocou em primeiro plano o tango argentino. Na França gozou de uma boa situação financeira, mas sua saúde se viu abalada por causa do álcool. Foi internado no hospital Bichat de Paris e finalmente faleceu dias depois, em 29 de setembro de 1924, com 32 anos de idade, por uma pleurisia pulmonar.

Decididamente, Eduardo Arolas foi um exemplo de até onde pode chegar um artista quando se entrega com entusiasmo e cuidado a sua labor, sem importar as limitações que o meio possa impor. Mantendo vivo o fogo interno que guiou sua vida, a marca de Arolas trascendeu, inclusive, seu passo por este mundo.



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