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Manfred



Era uma vez um casal de poetas românticos muito famosos, um físico pequeno e estranho, uma mulher completamente perdida na história e uma menina conhecida pela empresa onde vivia mas que se iria tornar eventualmente mais conhecida que os outros dois. Eles passaram uns tempos num castelo perto de um lago e fizeram um concurso para fazer qual deles conseguia escrever a história mais assustadora. De fora do concurso veio o romance do médico O Vampiro, assim como um pequeno livro escrito pela rapariga entitulado Frankenstein. Dos dois poetas mais conhecidos, nada. Inicialmente. Eventualmente o melhor dos poetas - discutivelmente, alguns diriam, mas não eu - Lord Byron criou uma peça. Ou um poema. Ou um poema dramático. É dificil dizer o que Mafred é realmente, mas é uma passagem interessante do Fausto de Goethe. Manfred rejeita o conceito de salvação por não acreditar nos efeitos aliviadores das tradições religiosas e isto pode ser a razão principal porque ele está tão mal preparado emocionalmente para os sentimentos posteriores à morte de Astarte e a inevitável aceitação de si próprio. Manfred diz a Abbot que não acredita na religião e que tem a capacidade de conseguir penitência. Por alguma razão Manfred quer desesperadamente escapar aos encantos suaves da religião cristã e recusa-se a abraçar as crenças ritualistas. De uma forma interessante, Manfred afirma algures que pouco importa o que fez na vida, bom ou mau, porque isso está unicamente entre ele e o paraíso, no entanto, não acredita que seja necessário um guia terrestre a levar-te até lá. Então, porque é ele uma tamanha figura de miséria total? Ele retirou-se da companhia dos homens e desistiu da sua vida pela busca da ciência pura, mas isto falhou em torná-lo capaz de lidar com questões mortais e imortais de uma forma positiva e proactiva. Implicitamente, então, o poema pode estar a reclamar o direito de que é unicamente através da aceitação das crenças religiosas que se pode encontrar o verdadeiro estado de satisfação enquanto conscienciosamente esperamos pelo fim inevitável


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