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Falcão, meninos do tráfico.



FALCÃO,
MENINOS DO TRÁFICO

AUTORES: MV BILL E
CELSO ATHAYDE

DURAÇÃO:
90 min

Percorrendo os guetos e favelas do Brasil, MV Bill e Athayde
mostram o que todo mundo já sabia!... A degradação
humana mostrada em capítulos no FANTÁTISCO é
comentada, no dia seguinte, em todos os cantos do Brasil. Talvez a
grande surpresa tenha sido a exibição em horário
nobre na Rede Globo.

O documentário foi idealizado ao longo de dez anos, durante
as apresentações do Raper MV Bill, em submundos
espalhadas por todo o país. Se não fosse por essa
informação, teríamos a impressão de que
foi feito hoje mesmo em um mesmo lugar, dado ao fato de que não
se percebe uma mudança nem no tempo, nem nas pessoas, a não
ser pelo sotaque, único indicador de uma mudança de
estado, dando a impressão de que não há diferença entre o submundo daqui e o de lá ou entre o
subumano daqui e o de lá. Nas entrevistas, os menores são
questionados sobre a vida que levam envolvidos entre a bandidagem e
pressionados pela sociedade que os marginaliza. Nesse diálogo,
surgem depoimentos marcantes como o caso do menino que gostaria de
ser bandido quando crescer e do rapaz que queria conhecer um circo.
Temos uma aula de comercialização de drogas, desde a
captação até o consumidor. Mas não tem
nada de novo, nada que filmes como CIDADE DE DEUS e o documentário
ÔNIBUS 174 já não tenham explorado. Talvez o fato
de ser uma obra de ficção, no caso de CIDADE DE DEUS,
dê uma impressão de que seja uma visão exagerada
do autor, mas pelo que vemos em documentários como esse e o
do ÔNIBUS 174, podemos perceber uma realidade ainda mais cruel.

Resta saber o que estará por trás dessa exibição
histórica em cadeia nacional em horário nobre pela
Rede Globo. Daquilo que a emissora faz questão de esconder ou
mostrar sob a ótica de um jornalismo comprometido com seus
próprios interesses. Através de suas insípidas
novelas, que promovem o consumismo, ditam padrões e normas de
comportamentos, inspiram a violência e preconceito alienando o
espectador com doses diárias de ?tranqüilizantes? e
?alucinógenos?, fazendo-os acreditar que está tudo
bem, quando na verdade a realidade é outra. Será que
ela deixou de ser ?vapor??


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