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A Vida de Brian



Não há uma única piada na Vida de Brian dos Monty Phyton que não fique para sempre gravada na sua memória como sendo o mais engraçada possível mas, extraordinariamente, quase todas as cenas hilariantes servem um propósito duplo, fazendo deste filme uma das sátiras mais consistentes alguma vez feitas. Como todas as grandes sátiras, os Monty não apenas atacaram os seus alvos (a hipocrisia da religião organizada e da política) como também propuseram uma alternativa: sê um indivíduo, pensa por ti próprio, não te deixes guiar por outros. ?Vocês têm todos de pensar por vós próprios?, grita Brian num momento chave. ?Sim, devemos todos pensar por nós próprios?, a multidão responde em massa. Dois mil anos mais tarde, num mundo ainda assombrado por zelotas religiosos, Brian continua a ser uma voz solitária no deserto. Além de ser uma sátira aos épicos de Hollywood, é também uma representação realista do mundo antigo ? em vez de tratar as suas personagens como estereótipos históricos, os Monty aperceberam-se de algo importante: as pessoas são todas as mesmas, independentemente do período histórico em que se vivam. As pessoas ainda e sempre mentem, enganam, praguejam, escondem a cobardia e abusam do poder. No fim, A Vida de Brian ensina-nos que a única maneira que o individuo desesperado têm de suportar um mundo de idiotez e hipocrisia é sempre olhando para o lado brilhante da vida.


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