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Mr. Deeds Goes To Town



Deeds era um caipira bronco e ignorante que herdou uma vasta fortuna de um tio distante, tornando-se milionário da noite para o dia. Ele foi informado de que deveria ir para Nova York assumir a direção dos negócios do tio e morar em sua enorme mansão. Toda a população da cidadezinha onde Deeds vivia foi se despedir na estação de trem. Muito querido por todos, ele era o poeta local. Além disso, seu maior hobby era tocar tuba na banda da cidade.
Na cidade grande, um cínico editor de jornal, MacWade, não gostou da imagem simples e honesta de Deeds. Além disso, tinha ciúmes de suas pretensões literárias. Assim, incumbiu a jornalista Babe Bennett de entrevistar o novo- rico e investigar sua vida, com a explícita instrução de desmoralizá-lo publicamente e expô-lo ao ridículo. A agressiva e insistente repórter não conseguia encurralar Deeds. Então fingiu um desmaio em frente à mansão. O galante Deeds a levou para dentro e cuidou dela. Babe mentiu que era uma desempregada e tentou arrancar informações sobre a vida de Deeds. A sinceridade e decência que ele mostrou fizeram com que Babe se apaixonasse. Deeds também se apaixonou e, enquanto acompanhava a moça até sua casa, compôs um ridículo poema para ela. Embora fosse um poema ruim, Babe se encantou ainda mais com aquele caipira multi-milionário.
Deeds não era burro e, mesmo apaixonado, desconfiava de Babe. Ele sabia que os vinte milhões que herdara eram um atrativo para mulheres interesseiras. Enquanto isso, um advogado inescrupuloso, John Cedar, procurava um meio de enganar Deed e ficar com o dinheiro. Segundo o testamento, se Deeds não tivesse condições de administrar a fortuna, ela passaria para o advogado.
Em pouco tempo, Babe começou a ter problemas de consciência. Secretamente, ela escrevia artigos que ridicularizavam Deeds, seus hábitos excêntricos e sua falta de cultura. Um dia, em um jantar de gala oferecido para famosos escritores, Deeds revelou que gostaria de publicar seus poemas e leu alguns de seus sofríveis versos. Foi vaiado e ridicularizado. Então, Deeds fez um discurso louvando a simplicidade e educação da gente do interior e desprezando o comportamento soberbo dos convidados presentes. Saindo de lá, afirmou a Babe que a cidade grande não era o lugar certo para ele, mas que, mesmo assim, insistiria em ficar.
Babe contou a John Cedar e MacWade sobre o comportamento excêntrico e engraçado de Deeds. Além de tocar tuba nos momentos de maior tensão, ele já tinha alimentado seus cavalos com rosquinhas recheadas de creme, feito cócegas nos pés de uma estátua, escorregado num corrimão e perseguido um carro de bombeiros. Além disso, Deeds tinha a intenção de distribuir sua fortuna inteira para fazendeiros necessitados. Cedar reuniu uma equipe de comparsas advogados e abriu um processo para declarar a insanidade de Deeds e sua incapacidade de administrar a fortuna. O novo-rico foi, então, levado à julgamento. Negou-se a ter um advogado de defesa, mas, ouvindo impassível às acusações, não parecia querer se defender. Duas solteironas de sua cidade natal foram levadas para testemunhar sua loucura.
Babe, percebendo o perigo que Deeds corria, implorou que ele se defendesse e declarou seu amor por ele. Deeds, incentivado por ela, resolveu tomar uma atitude. Disse ao juiz que tocar tuba podia ser um pouco incomum, mas era relaxante e ajudava a raciocinar em momentos de tensão. Outras pessoas faziam coisas similares. O juiz, por exemplo, tinha o hábito de rabiscar num bloquinho durante o julgamento. Explicou que tinha alimentado os cavalos com rosquinhas recheadas porque estava bêbado, um estado que todo jovem experimenta vez ou outra. Quanto às outras loucuras, justificou-as como atitudes normais de alguém que gosta da vida e quer brincar e se divertir. Finalmente, disse que, ao ajudar os fazendeiros necessitados, estaria ajudando ao país. Quanto às duas testemunhas, eram velhas tão carolas e antiquadas que julgariam qualquer pessoa louca.
O juiz absolveu Deeds, proclamando-o o homem mais são que já tinha pisado naquela corte. Satisfeito, nosso herói deu um belo soco no queixo de John Cedar, arrancando aplausos dos fazendeiros presentes ao julgamento. Triunfalmente, ele foi carregado para fora da corte. Na rua, beijou sua amada Babe e começou a distribuir cheques para os fazendeiros necessitados.


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