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Novas linhas de dramas familiares



Os anos 70 e o começo dos 80 no cinema americano
foram muitos marcados pelos dramas. Mais precisamente os familiares.
Parecia que os Estados Unidos ainda queriam exorcizar seus demônios
após o Vietnã e o Watergate com histórias que poderiam ser a dos nossos
vizinhos. Ou mesmo as nossas. Coisa de novela. Pais que brigam com
esposas, que brigam com filhos, que não entendem seus avós, que não
compreendem os tios e por aí vai. Separações e reconciliações.
Moralismo a toda prova que cai sempre na programação da tv de sábado à
noite hoje em dia. Mas de tempos em tempos o
cinema faz questão de renovar seus estilos e histórias. Tivemos um
revival de musicais nos 80, uma aproximação com os épicos nessa década.
E uma Hollywood agora mais próxima do cinema independente, tem também
seus dramas. Claro que os diretores e roteiristas viram essa
proximidade e talvez pensando nisto, resolveram colocar (ou tirar) os
esqueletos dos problemas familiares das gavetas. O caso mais recente é
um dos azarões do Oscar desse ano, ? Pequena miss sunshine?. Basta ver
que os diretores são famosos por realizar videoclipes musicais do Red
Hot Chili Peppers, do R.E.M e da Janet Jackson apenas para citar alguns. E
claro que os cineastas independentes americanos adoram fazer gozação
deles mesmos. E a família desse filme tem todos os estereótipos
possíveis. Além claro, de dar alfinetadas no ?american way of life?,
pois ninguém é de ferro. E o interessante é que a família deste filme
se choca com suas próprias posições e decisões perante suas vidas e a
sociedade. Esse é o mote principal, e não um ?road movie? como dizem.
Seria simplificar o roteiro de 30 páginas a meros dois parágrafos numa
linha só. Temos figuras interessantes. Um Greg Kinnear que faz o típico
americano com síndrome de Lair Ribeiro, a (sempre) dona de casa
amargurada Toni Collete (precisam dar papéis mais variados para ela),
um Alan Arkin impagável como avô mezzo hippie, um Steve Carell
surpreendentemente diferente do habitual (viu como faz bem pra um ator,
uma mudança?), o adolescente rebelde sem causa e a pequena Abigail
Breslin. A sunshine do filme. O engraçado é
perceber que apesar da sua indicação ao Oscar de atriz, a menina não
rouba o filme, pois ela o faz como quem passa pela mesma situação. É
uma criança e pronto! Aí o mérito é da direção e de um roteiro que faz
deste road movie (ops!) muito mais do que se pretende. Mas um jogo de
sete erros que viram mil e a família de pernas pro ar. Não apenas para
realizar o sonho da menina. Mas para dar um sopro de vida e rumo que
eles parecem buscar o tempo todo. Por isso
não estranhem se por algum acaso perceber em certos exageros do filme,
vocês em situação igual. É apenas o novo drama familiar, com tintas
independentes e muito atuais. Ganha o cinema, ganha quem o realiza,
ganha quem vê, que sai de lá com seus órgãos devidamente desopilados
por rir não da desgraça alheia. Mas provavelmente da sua.


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