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As Aventuras de Chatran



Infantil. Chatran é um pequeno e irrequieto gato amarelo que vive com os irmãos num rancho no norte do Japão. Numa tarde em que brincava com o cachorro Puski, foi se esconder numa caixa à beira de um rio e acabou sendo carregado pela correnteza. Aí tem início uma jornada com direito a quedas dágua, ursos, cobras, chuvas, fome, abutres, buracos, guaxinins e raposas, enquanto Puski vem correndo pela floresta à sua procura. O filme irá acompanhar o crescimento do bicho e as relações estabelecidas entre os seres vivos e a natureza, que tanto podem alternar a doçura e o companheirismo quanto a agressão.

"Cada criança tem sua própria história", diz o narrador na introdução dessa pequena jóia de naturalismo cinematográfico (no original, " Koneko Monogatari") , tão formalmente distante de filmes como Benji ou Babe, o Porquinho Atrapalhado quanto geograficamente estão Japão e EUA. Realizado pelo zoólogo e escritor Masanori Hata, dono de uma reserva particular de quase 300 animais, o filme é um desconcertante exemplo de sensibilidade e observação, sem espaço para maniqueísmos por mais que sua linguagem se dirija diretamente ao público infantil. Decerto porque a câmera de Hata tem a curiosidade de um adulto, e através de uma fotografia excepcional obtém não apenas belas imagens (closes e paisagens que não deixam nada a dever aos documentários da TV), mas flagra momentos inesperados que chegam mesmo a ser cruéis com os pequenos "atores". Numa hora Chatran é ferroado na boca por um enorme caranguejo; noutra, um filhote de urso quase afoga o coitado do cãozinho Puski numa suposta briga no rio. E, na mais violenta delas, Chatran é atacado por um bando de gaivotas que, na defesa de seu ninho, atiram-no do alto de um penhasco, fazendo o gato ir cair no mar. São cenas fortes, que só conseguem levar à conclusão de que a Sociedade Protetora dos Animais não tem muita influência no Japão.

Mas o filme, em sua maioria, constitui-se de encantamento e diversão. Chatran é um gato sapeca e irresistível que dá vontade de ter um igual em casa, e as expressões de Puski arrancam fácil um sorriso da cara do espectador. Quando não está sofrendo o diabo, o gato está brincando com o cão, ou fazendo amigos entre porquinhos (com quem chega até a dividir as tetas da mãe porca), roubando comida de uma raposa ou adormecendo preguiçosamente no mato ou no ninho de uma coruja. Ou, ainda, pulando entre campos de algodão e correndo pela linha do trem. Além do gato, o que o filme tem de bom é a ausência de homens na história. A presença humana está por lá, sugerida nas fazendas, no trem que passa, na cabana onde Chatran se esconde do urso. Mas o bicho homem mesmo não aparece, como se sua interferência fosse atrapalhar o rito de passagem por que o gato tem de passar até chegar ao milagre da vida e da continuidade da espécie, através do acasalamento e da reprodução. Destaque para momentos engraçados como o de Chatran dando cascudos num filhote de corvo, e outros fúnebres, como a morte do bezerro sob uma nuvem de abutres.


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