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Olga (ópera, 2006)



De nosso posto recém-inaugurado, assistimos à estréia mundial de Olga, de Jorge Antunes. A nosso ver, interessantíssima condução de uma idéia contemporânea (síntese de música, cinema, arte, literatura, ópera, dança, política, experimentalismo), povoado de referências, mas como a tentativa de abarcar tudo sempre envolve escolhas, + as (sabidas) impossibilidades de empreendimentos de cultura por aqui, quando se ganha no conjunto perde-se no detalhe (e vice-versa, portanto sempre espaço para crítica). ( K )
Na opinião especializada, não poderia ser considerada uma ?ópera? a rigor. Assim, quem esperar uma ópera ?pura? irá se decepcionar. ( :-/ ) O impacto dos primeiros atos mostra força e vigor, e no nosso ponto de vista político .~. social, merece aplausos a ausência de maniqueísmo e panfletagem. Olga na União Soviética é mostrada em meio a um exército burocrático e robótico que batuca macacamente máquinas de escrever; Felinto Muller se considerando a outra face da mesma moeda de Prestes; a patetice comunista de Prestes evitando as investidas de Olga por considerar amor ?burguês? e outras referências críticas tanto ao comunismo quanto ao fascismo (as duas faces, de novo).
Também tiradas interessantes, de meninos vendedores de jornal sendo reprimidos pelo policial no meio da platéia (povo?) alusão à censura de imprensa. Porém, chegando ao final, as referências se esgotam, culminando no ato derradeiro em que apenas imagens do holocausto são projetadas ao fundo no monólogo final de Olga. ( :~/ ) No fim das contas, o porte e abrangência cobraram seu preço (talvez Antunes tenha aceitado conscientemente pagá-lo), limitando a qualidade nas especificidades, um preço que nós pagamos com prazer se olharmos o todo e sermos menos preciosistas em cada disciplina, a não ser por uma imperdoável (sendo rigorosos, dadas as dificuldades citadas) perda de fôlego de meio para final.
Orçamento? Cansaço (dez anos de obra)? Início retumbante (Kill Bill 1 e 2)? Poderia ser condensado? Sim. O impacto inicial diluído durante a obra? Com certeza. Era essa a intenção do autor? Não sabemos! Nossa opinião? Aprovado, sim! (:-)


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