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A Paixão de Cristo



OLHARES DE AMOR ?A Paixão de Cristo? é fiel à História, e tendo tido a concordância do Vaticano revela a disciplina e conduta de Mel Gibson no respeito pela Igreja e cânones católicos, o que também terá contribuído para a polémica levantada à volta deste filme. Sendo fiel às fontes da História e por tratar de um curto período, as últimas 12 horas da vida de Jesus, com a sua prisão, condenação, flagelação e morte, morte de cruz, o filme obrigatoriamente tinha que possuir uma componente de violência. Violência essa física exercida sobre Jesus, onde o seu corpo é intensamente torturado e posteriormente crucificado, provocando-lhe grande sofrimento e morte. Embora, neste filme, já seja de esperar uma grande dose de violência pois trata-se de uma crucificação, antecedida de muita tortura, o sofrimento e a violência a que Jesus é sujeito toca e choca qualquer espectador, mesmo aqueles que estão habituados à actualidade noticiosa mundial, em que a violência está sempre presente, ou ainda aqueles cinéfilos habituados aos filmes do mais violento que há. No entanto, em todo o filme e no desenrolar da acção das horas finais do personagem principal, o que mais toca e mais marca em profundidade e no seu íntimo o espectador é a relação de Jesus de Nazaré com Maria sua mãe. Eles trocam OLHARES. Jesus e Maria sofrem mutuamente,. Apesar do violento martírio físico de Jesus, com a sua flagelação e tortura intensas, impressiona e emociona muito mais esta dor mútua, onde está presente a forte troca de olhares penetrantes entre a Mãe e o Filho - o que se deverá também à excelente qualidade dos actores - a par de outras trocas de olhares de Jesus, seja com alguns dos discípulos ou com Maria Madalena, seja com a personificação do mal. Olhares entre Maria e Jesus sem palavras mas carregados de sentimentos. Jesus extenuado ao ver Maria a padecer ganha forças para continuar o caminho do Calvário. Maria vê-O, em intenso tormento, e sofre com ele, acompanhando-O. É o seu filho que está a padecer e não pode fazer nada por Ele, senão acompanhá-Lo e reconfortá-Lo, naqueles momentos finais e extremamente difíceis e dolorosos. Ela sofredora, preocupada, angustiada e impotente mediante a situação, num deambular pelo meio do povo, acaricia-O e reconforta-O com a sua piedade e ternura de mãe através do seu doce e meigo olhar. Fazem retrospectivas ao passado de ambos, um passado feliz. Ela é mãe! Ela também sofre muito, mas dá-Lhe forças. Esta forte e sentida relação entre Mãe e Filho, desenvolvida no filme quase de uma maneira marginal à mensagem principal da Paixão, embora dela faça parte, entra no interior de cada espectador, tocando-o profundamente, pois trata-se de um sofrimento partilhado mutuamente por duas pessoas que se amam. A Paixão de Jesus é o chamariz e atracção central da obra de Mel Gibson, mas a relação de Nossa Senhora com o Filho nas suas horas finais é uma grande mensagem de Amor que consegue passar para o lado dos espectadores, sejam crentes ou não, a par da principal e grande mensagem de Amor de Jesus Cristo pela Humanidade, a sua entrega à cruz que culmina na Páscoa da Ressurreição, mas esta já não precisa de apresentações pois é a história de Amor mais bela e mais conhecida do planeta. Este Messias bíblico, enviado por Deus, anunciado pelo Velho Testamento e protagonista do Novo Testamento, fundador do Cristianismo, génese de muitas religiões cristãs do oriente ao ocidente, veio inaugurar uma era de Amor que a Humanidade teima em não aproveitar.


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