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Juno




A personagem-título de Juno (Estados Unidos/Canadá, 2007) tem uma forma toda peculiar de lidar com as palavras, todas elas têm de ser modificadas ou arranjadas em combinações inovadoras e improváveis. Por causa disso os diálogos do filme são recheados de imaginação. Aliado a isso a interpretação notável de Ellen Page e dos atores que a rodeiam, as palavras pulam para lá e para cá como balas num tiroteio. Juno se descobre grávida aos 16 anos graças a uma tarde monótona passada na companhia do amigo Paulie Bleeker. Constatada a gravidez ela vai dar a notícia ao pai e à madrasta que, perplexos, talvez preferissem ouvir a notícia de que a filha está usando drogas. Ao anunciar a novidade à melhor amiga esta sugere que talvez ela possa estar simplesmente esperando um ?food baby?, ou, em outras palavras talvez ela tenha comido demais no almoço, hipótese desmentida por uma série de testes de farmácia realizados com o auxílio de um galão de suco de laranja. Desiste de abortar depois de uma conversa surreal com uma colega de escola que faz plantão na porta de uma clínica de abortos. ?Seu bebê já tem unhas!?, afirma a menina. A solução parece nos Lorin, um casal jovem desesperado por um filho.
Dirigido por Jason Reitman, o filme é uma das criações mais originais do cinema americano nos últimos tempos, principalmente por se tratar de um filme independente, rodado a um custo de 2,5 milhões de dólares e sem orçamento para publicidade. O que abalou o meio cinematográfico, entretanto, foi a autora do roteiro, a ex-stripper Diablo Cody, ao que tudo indica, a primeira representante da categoria a ser indicada a um Oscar. O que se esperava de Diablo era vulgaridade ou choque; o que Juno oferece é o oposto: uma visão madura e generosa de uma menina numa situação difícil e da maneira como ela e as pessoas que gostam dela tentam fazer das circunstâncias o melhor que puderem.


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