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Hiroshima, Meu Amor



Hiroshima, Meu Amor é o primeiro longa-metragem de Alain Resnais, conhecido posteriormente como o cineasta da "memória e do tempo". A narrativa dessa produção francesa de 1959 é original para época no que concerne ao uso do flashback e do silêncio. A evocação do passado pela linguagem e a alternância entre passdo e presente revelam a significativa dificuldade de comunicação no mundo pós-Segunda Guerra.O enredo tece o encontro de uma atriz francesa e de um arquiteto japonês em Hiroshima. Eles são amantes que num dia específico, quando ela está na cidade para participar de um filme, entregam-se à interrogações sobre o passado, aos temores do presente e as incertezas do futuro. A solidão, o ressentimento, a pálida coragem de confessar nossas angústias e a incompreensão formam o cenário preciso do pós-guerra. A profissão de fé do ser humano é vagar em busca de um eixo, busca pela fuga ou entrega. Hiroshima é a cidade vítima de uma das maiores castástrofes da humanidade. Nesse ambiente duas culturas dialogam e se escondem em uma trama rica em simbolismos e poder de sugestão.Resnais propõe que a memória, além de tormento, é o sempre presente que nos acompanha como liame de nossa vivência com as nossas representações. Hiroshima, Meu Amor oferece ao público a possibilidade de comunicação e de reflexão. Num mundo repleto de temores deslumbrar a angústia pode ser salutar.


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