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Tropa DE ELITE E A PROBLEMÁTICA DAS DROGAS.




Outra polêmica apresentada no filme é o consumo de drogas por jovens universitários oriundos da classe média e que atuam em projetos sociais. Segundo Padilha (09/10/2007):


A intenção do filme não é generalizar afirmando que todos os jovens universitários são usuários de droga, mas apresenta uma visão, a partir do relato dos policiais, que encontra em suas diligências muitos jovens de classe média comprando na periferia. As pessoas precisam entender que ao comprar essa droga eles estão financiando o tráfico, ajudando o traficante a manter o controle sob uma determinada comunidade e isso é fato.


Padilha (09/10/2007) também afirma ser favorável a descriminalização de todos os tipos de drogas, pois essa realidade de ilegalidade de algumas drogas é extremamente rentável para os traficantes e setores do Estado corrupto que ganham milhões e alimentam uma rede de consumidores:


Quem perde com isso é o povo da favela, onde a droga se esconde, não sou contra a descriminalização das drogas, mas quero que as pessoas pensem que do jeito que está não pode ficar. Quem compra droga dessa maneira ajuda a manter uma realidade de terror e mortes. As pessoas devem ter consciência disso.



Colaborando com esta discussão, Ricardo Corrêa Coelho (2006, p.01) num artigo escrito para o site de debates sobre a segurança pública de Luiz Eduardo Soares, um dos maiores especialista no assunto no Brasil afirma que:


A criminalização das drogas é inútil porque existe um mercado mundial para elas e a experiência mostra que os mercados não são abolidos por meio de leis. Havendo demanda, haverá também sempre aqueles dispostos a supri-la, por maiores ou menores que sejam os riscos envolvidos. A proibição de um produto qualquer apenas eleva os riscos para produtores, comerciantes e consumidores, o que acarreta na elevação do seu preço, mas não o elimina do mercado. Esse é um princípio elementar de economia política que os moralistas, ainda que liberais, fingem ignorar, como se as leis de mercado só fossem aplicáveis aos produtos lícitos. A criminalização de certas drogas, e não de outras, é também incoerente porque há drogas legalmente produzidas e comercializadas por grandes empresas, como é o caso do álcool, que causam em alguns indivíduos efeitos devastadores sobre a sua saúde, sua vida familiar e até sobre a coletividade onde vivem. O tabaco também produz efeitos altamente nocivos nos seus consumidores, embora não provoque transtornos comportamentais como o álcool. Apesar de todos esses malefícios para lá de conhecidos e comprovados, não se pensa em criminalizar o seu consumo. Não há, portanto, qualquer justificativa plausível para se manter a criminalização, por exemplo, da maconha e cocaína e a legalização do álcool e do tabaco.


Essa é uma boa discussão que a sociedade precisa fazer com muita responsabilidade, apurando os dados e ponderando sobre os benefícios e prejuízos da descriminalização. Enquanto isso, fica a pergunta: Você acredita que a proibição das drogas tem contribuído para a redução do consumo e a paz social?




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