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A HISTÓRIA DA DANÇA

http://br.geocities.com/ quemdancaemaisfeliz/interna1.html

http://www.edukbr.com.br/artemanhas/danca_antiga.asp

http://estillo.sites.uol.com.br/aorigem.htm

Resumo de Sonia Mattos

       O ato de dançar é definido como uma manifestação instintiva do ser humano. Considerada a mais antiga das artes, a dança é também a mais simples e única, pois dispensa materiais e ferramentas. Ela só depende do corpo e da vitalidade humana para cumprir sua função.

O homem vem dançando desde que apareceu e se organizou socialmente, há mais de 10 mil anos. Já nesse período os homens se movimentavam ritmicamente para se aquecer e se comunicar.

Na Antiguidade a dança era uma atividade muito séria, uma cerimônia grupal de sentido mágico-religioso, um rito que permitia entender-se com as forças sobrenaturais, ou uma espécie de ensaio geral simbólico para a guerra. Não se tem notícia de povo algum por mais primitivo que fosse que não soubesse dançar.

A dança também servia como entretenimento. Os escravos, por exemplo, dançavam para divertir as famílias ricas e seus convidados.

Segundo certas correntes da antropologia, as primeiras danças humanas eram individuais e se relacionavam à conquista amorosa. As danças coletivas também aparecem na origem da civilização e sua função associava-se à adoração das forças superiores ou dos espíritos para obter êxito em expedições guerreiras, de caça, para celebrar o fim de um período de colheitas, ou ainda para solicitar bom tempo e chuva.

No antigo Egito, 20 séculos antes da era cristã, já se realizavam danças que relacionam o ritmo da vida ao movimento e à vontade dos deuses. Os egípcios dedicavam-se principalmente à agricultura, por isso suas festas religiosas mais importantes se concentravam em danças para homenagear Osíris, o deus da vegetação.

Os gregos a antigos consideravam dança essencial para a educação, o culto e o teatro. Danças com armas faziam parte da educação dos jovens de Atenas e Esparta. Danças sociais eram realizadas em ocasiões festivas.

As danças religiosas desempenharam importante papel no nascimento do teatro grego.

No século IV a.C., peças de teatro chamadas tragédias tiveram origem numa cerimônia de hinos e danças em homenagem a Dionísio. A emélia, uma dança cheia de dignidade executada nas tragédias, compreendia uma série de gestos conhecidos. Um bailarino experiente podia relatar todo o enredo da peça através desses gestos. As peças humorísticas chamadas sátiras, e as comédias gregas, incluíam músicas alegres.

Quando os romanos conquistaram a Grécia, em 197 a.C., tinham adquirido grande parte da cultura grega, inclusive a dança. Os artistas romanos dançavam ao mesmo tempo em que faziam números de acrobacia e mágica.

Várias danças religiosas ainda são realizadas atualmente.

Na Austrália, algumas tribos de aborígenes seguem o antigo costume de imitar os gestos da caça durante uma dança religiosa realizada antes da caçada. Em alguns vilarejos ingleses, as crianças ainda mantêm a tradição dos romanos, que dançavam em torno de um mastro com fitas, cultuando a deusa Flora e a chegada da primavera, no dia primeiro de maio.

O caráter religioso foi comum às danças clássicas dos povos asiáticos.

Na Grécia clássica, a dança era freqüentemente vinculada aos jogos, em especial aos olímpicos.

Com o Renascimento, a dança teatral, virtualmente extinta em séculos anteriores, reapareceu com força nos cenários burgueses. Uma das danças cortesãs de execução mais complexa foi o minueto. Em seguida veio a valsa e com ela se iniciou a passagem da dança em grupo ao baile de pares.

A configuração de um gênero de dança circunscrito ao âmbito teatral determinou o desenvolvimento do balé e, mais tarde, criou um universo dentro do qual se desenvolveram gêneros como os executados nas grandes salas de música, como o sapateado e o swing.

A vida muda e a dança também. Passou o tempo em que se dançava para homenagear os espíritos ou entreter as elites: veio o tempo de dançar para exprimir alegria, novos ritmos apareceram à medida que se criavam novos instrumentos musicais. A dança por fim tornou-se, na maioria das culturas, puro divertimento, uma agradável maneira de conviver com o próximo. Em Tóquio, Nova York, Paris e Rio de Janeiro dança-se conforme a mesma música, geralmente de inspiração norte-americana, do fox aos blues, do charleston ao rock, ao twist e a todas as modalidades surgidas com o iê-iê-iê. Mas também se dança o tango, o bolero, a rumba, o mambo, o cha-cha-cha - criações latino-americanas que já se tornaram quase clássicas. O nosso samba não fica de fora nesse baile internacional. E a evolução não pára por aí: a dança ganhou as ruas e tornou-se um exercício de demonstração de afinações, malabarismos e preparo físico.

Hoje, todos os ritmos são encontrados com facilidade em todos os lugares.

O que se conclui é que a dança nunca desaparece: muda de nome, sofre acréscimos, assume novos sentidos culturais e continua viva. As danças evocativas isoladas deram lugar às danças de participação geral, de colaboração instintiva. Aos pares ou individualmente, a dança traduz sempre um sentimento que pode vir apenas do desejo de se movimentar musicalmente, ou extravasar uma sensação de tristeza, de alegria, de solidão ou integração ao grupo. Não se dança antes de ir para a guerra, mas se dança na boa paz da alegria.



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