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A historias em quadrinhos e a formação do jovem leitor




As historias em quadrinhos e a formação do jovem leitor
A busca por métodos de incentivo a leitura em nosso sistema educacional é bastante intenso e alguns métodos têm obtido grandes êxitos. No entanto, seguindo o percurso de novas idéias que atraiam os novos leitores e o insira com prazer no mundo das letras, vem crescendo cotidianamente o uso de historias em quadrinhos para o despertar, nos mais jovens e em crianças, o gosto da leitura. Recentemente foi publicadas versões em quadrinhos de clássicos da literatura brasileira de autores como Machado de Assis e Euclides da Cunha. O que temos que pensar nesse momento é até onde esse tipo de versão contribuí para despertar do prazer da leitura nos jovens? Ainda é interessante buscar conhecer se os efeitos lingüísticos, visuais e icônicos trabalhados nesse tipo de literatura são válidos no processo de aprendizagem, a que se espera alcançar. Algumas pessoas podem pensar se não seria uma certa impertinência refletir sobre algo tão inocente, de consumo rápido e fadado ao esquecimento. Principalmente as historinhas infantis que acabam, entretendo mais do que educando ou por falta de atenção de quem as julgam assim, pode pensar ainda que não passam de coisa de criança. No livro Para ler o Pato Donald de Ariel Dorfman e Armand Mattelart (1987), no início da década de 1970, tratou o tema quadrinhos sob o ponto-de-vista da análise crítica e, desde então, não é mais possível pensar nas historinhas ? aí incluídas as infantis ? como simples leitura inocente. Umberto Eco (2000) publica Apocalípticos e integrados, um estudo semiológico da cultura de massa e dos meios de comunicação. No capítulo intitulado O mito do Superman, Eco narra alguns episódios que ilustram bem o poder de persuasão das histórias em quadrinhos. Diante dessas e de demais publicações tratando dos efeitos e da força cultural inserida nas historias em quadrinhos. Reforça-se aqui que elas já ocupam um lugar de privilégio nos meios artísticos e culturais e negar sua força seria uma ignorância. O reconhecimento das histórias em quadrinhos veio há pouco tempo, quando passaram a ser consideradas uma forma de arte, ocupando lugar importante em nosso sistema cultural, dividido, porém, entre as cadeiras de ?Belas-artes? e ?Belas-letras?. Recordando as palavras de Bernard Toussaint: (Communications, n. 240/ Didier 1994: 109) ?(...) A história em quadrinhos engendra uma monstruosidade tipográfica, meio desenho, meio escrita, que lhe é própria e que perturba factualmente a concepção ainda bem viva da classificação das artes (Escrita/Pintura/Música e etc.)?. As palavras de Toussaint demonstram o quanto instigante são os elementos presentes em uma obra como uma história em quadrinhos. De categoria de infraliteratura, subliteratura, paraliteratura os quadrinhos hoje pode atingir o ?status? de obra literária, capaz de revelar um extraordinário conteúdo ideológico, sociológico, narrativo e mitológico. Por suas qualidades persuasivas e atrativas, pode contribuir aquele jovem leitor encontrado em nossas escolas de primeiro e segundo graus que apresenta, muitas vezes, dificuldade para adquirir hábitos de leitura, pois é constantemente envolvido pelos atrativos oferecidos por diferentes mídias; os quadrinhos, enquanto literatura, pode se tornar excelente instrumento para iniciar neste jovem o precioso habito de ler e a habilidade de interpretar.Escreva o seu resumo aqui.


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