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Ufa! Quase!



Nesta verdadeira batalha chamada Trânsito, se você ainda não passou por uma situação de risco em que faltou pouco para envolver-se em um acidente, certamente já deve ter presenciado algum fato ou mesmo conhece alguém que tenha passado por uma experiência do tipo: Ufa! Quase! Escapei por pouco! Foi por um triz!

Prepare-se para mais um susto: Sabia que este ?quase? significa que você acabou de escapar de três colisões ao invés de uma?

Os testes de colisão (crash test) realizados pelas indústrias automobilísticas em centros de experimentação e segurança viária, onde veículos e bonecos (dummies) são monitorados por uma infinidade de dispositivos e sensores, comprovam que a primeira colisão resulta do choque do veículo contra outro veículo ou objeto, e faz com que em frações de segundo a velocidade do veículo caia para 0 km/h. Porém, uma segunda colisão ocorre quando os corpos dos ocupantes, que continuam na mesma velocidade inicial do veículo, colidem com as partes internas do veículo e/ou contra o dispositivo de retenção (cinto de segurança ou cadeirinha para crianças). É nesta segunda colisão que ocorre a maioria das lesões sofridas pelos ocupantes do veículo. A terceira colisão ocorre entre os órgãos internos dos ocupantes e a estrutura interna de seus próprios corpos sendo a maior responsável pelas rupturas de órgão e conseqüentes hemorragias internas.

No caso de um atropelamento, o pedestre também sofre três colisões ao invés de uma. A primeira resulta do impacto do pára-choque e frente do veículo contra as pernas e pelve do pedestre. A segunda decorre do impacto do tronco da vítima com o capô do veículo e da cabeça contra o pára-brisa. A terceira ocorre contra o solo onde juntamente com os braços a cabeça é novamente atingida.

Ufa! Ainda bem que faltou o ?quase?! Passado o susto e independentemente do que você sentiu após uma escapada espetacular (tremedeira geral, pernas e braços moles, suor frio, choro, irritação) ou mesmo das sensações ralatadas por outras pessoas, é importante fazer uma análise consciente, deixando de lado as posturas do tipo ?eu tinha razão? ou ?a culpa era de fulano? e refletir friamente sobre a situação. Uma boa maneira de fazer isto é rever passo a passo como se fosse o quadro a quadro de um filme em câmera lenta e procurar entender as causas e ações que contribuíram para tal situação de risco bem como as que permitiram que o acidente fosse evitado. Reflexões deste tipo condicionam e educam, fazendo com que você possa prever uma situação de risco, antecipar as ações e agir a tempo de evitar que o acidente realmente aconteça.

Luiz Roberto M. C. Cotti

Projeto Sobrevivência no Trânsito

11.3467.6771 - 11.9357.7310

[email protected] 

www.sobrevivencianotransito.blogspot.com 

http://twitter.com/pstransito  


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