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José de Alencar



  José Martiniano de Alencar - alinhado com toda a justiça entre os melhores cultores da língua em nossa pátria, nasceu em Mecejana, Ceará. Criança ainda, saiu de sua terra natal para a Bahia, e em seguida para o Rio, fazendo penosa viagem, mas gravando em sua mente a exuberante paisagem brasileira, que mais tarde retrata, com fidelidade, em vários livros seus.

Em 1840, já estava matriculado no Colégio de Instrução elementar, dirigido pelo Sr. Januário Mateus Ferreira, mestre austero, mas a quem ficou devendo gratidão pelo muito que dele recebeu.

Em 1846, cursa a Faculdade de Direito de São Paulo, transferindo-se em 48 para a de Olinda vindo depois a receber o diploma de bacharel em São Paulo, onde cursou o 5º ano.

Pouco depois se estabelece no Rio. Dedica-se à literatura, ao jornalismo, sua profissão, e também à política, procurando seguir as pegadas de seu pai, extraordinário político, deputado nas Cortes Portuguesas e participante da Revolução de 1817, em Pernambuco.

Honrou, sem dúvida, o nome paterno, uma vez que foi deputado pelo Ceará, em várias legislaturas, chegando a ocupar a pasta da Justiça, em 1868. Mas, devido a desentendimentos com D. Pedro lI, não conseguiu ser eleito senador, seu grande sonho. Apesar de bastante magoado, continua na política, retornando à Câmara dos Deputados, em 1870. Sua teimosia, atrevimento e desrespeito ao monarca provocam inúmeras polêmicas, intrigas e invejas, encerrando assim, B. sua vida pública.

Literariamente, embora criticado por desafetos, Alencar recebe consagração. Principiou pelas crônicas, reunidas depois num volume: Ao Correr da Pena. Seu primeiro romance foi Cinco Minutos, publicado em 1856, lançando a seguir sua obra máxima, O Guarani, obra essa que veio de encontro aos anseios do homem brasileiro que desejava a afirmação de nossa nacionalidade. É o grito de independência literária, de libertação definitiva das ideias lusas. È o nosso primeiro romance nacional: a paisagem é brasileira, o sentimento é brasileiro, o homem é brasileiro.

E surge uma série de novas obras, alegrando enormemente os seus aficionados.

Falece no Rio, em 1877.

Obras do autor

Romances: Cinco Minutos, 1856; O Guarani, 1857; A Viuvinha, 1860; Lucíola, 1862; Diva, 1864; Iracema e 19 volume de As Minas de Prata, 1865; 29 volume de As Minas de Prata, 1866; A Pata da Gazela e O Gaúcho, 1870; O Tronco do Ipê, 1871; Sonhos D'Ouro e Til, 1872; 19 volume de Guerra dos Mascates, 1873; 29 volume de Guerra dos Mascates, 1874; Ubirajara, 1874; Senhora e O Sertanejo, 1875; Encarnação, 1893.

Teatro: Demônio Familiar e Verso e Reverso, 1857; Asas de um' Anjo, 1858; Mãe, 1862.




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