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Quem é o culpado? (Parte 1 - Situação)



Domingo ensolarado, a família Silva resolve aproveitar o belo dia na praia e partem rumo ao litoral. Antes, uma parada no posto de gasolina para abastecimento, calibragem de pneus (inclusive do estepe), verificação dos níveis de água (inclusive do reservatório para limpeza do pára-brisa), óleo e fluído de freio. Luzes e setas em ordem. Documentação OK. Seguiram viagem.

O Sr.Silva assume a direção do veículo tendo sua esposa no banco ao lado. No banco de trás estão os três filhos do casal que após a costumeira discussão, acomodam-se democraticamente. Os dois mais velhos nas laterais, usufruindo das famosas janelas e o mais novo espremido entre eles, sem sequer poder encostar-se nos irmãos que haviam abusado do sol e estavam ardendo. Não demorou muito até que os três adormecessem.

A noite se aproximava. Há duas horas que o Sr. Silva estava dirigindo, em rodovia com pista única. À frente do Sr.Silva, seguia uma Van que por sua vez seguia um caminhão. O comboio estava a uma velocidade de 70km/h, quando o caminhão apresentou problemas no motor e foi obrigado a entrar no acostamento. Embora o motorista do caminhão tenha sinalizado sua intenção com a seta para direita, não conseguiu estacionar adequadamente e o final da carroçaria ficou ocupando uma parte da pista. O motorista da Van que vinha logo atrás do caminhão, ficou indeciso, tentou desviar e passar, porém ao avistar um outro veículo que vinha em sentido contrário, voltou para a posição original, travou as rodas numa longa freada e conseguiu parar a tempo de evitar uma colisão com a carroçaria do caminhão. O Sr.Silva por sua vez, assustou-se com o zig-zag da Van, freou, travou as rodas, mas não conseguiu evitar a colisão com a traseira da Van e ainda atirou-a para debaixo da carroçaria do caminhão. Resultado:

O motorista da Van, embora estivesse usando o cinto de segurança, sofreu lesões na face, tórax, e braços, devido ao impacto com o pára-brisa que foi atirado para dentro do veículo quando este atingiu a carroçaria do caminhão. Porém, por não estar com o encosto de cabeça posicionado adequadamente, deslocou o pescoço devido ao impacto traseiro ocasionado pelo veículo da família Silva.

O Sr. e Sra. Silva, também usavam o cinto de segurança e por isso sofreram pequenas lesões. Os dois filhos mais velhos, por estarem dormindo no banco de trás e sem os cintos de segurança, foram pegos de surpresa, arremessados contra os encostos dos bancos dianteiros e tiveram alguns ossos quebrados. Por sorte não sofreram lesões na coluna. O filho mais novo, também não estava usando o cinto de segurança e foi arremessado para frente, passou entre os dois encostos dos bancos dianteiros e atingiu violentamente o painel do veículo com a cabeça, sofrendo traumatismo craniano.

Quem é o culpado? Reflita sobre esta situação. Na próxima edição apresentaremos algumas considerações.

Luiz Roberto M. C. Cotti

Projeto Sobrevivência no Trânsito

11.3467.6771 - 11.9357.7310

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