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O Realismo



   

O Realismo foi a corrente literária não-oficial que pretendeu reagir contra o Romantismo e os seus devaneios ideológicos pouco objectivos, no século XIX. Até 1848, assiste-se a um período de formação das ideias e das práticas. A partir desta data começa a impor-se ideológica e esteticamente. Mas só após 1855-56 se definirá um programa teórico, apesar dos artistas denominados como realistas nunca se terem constituído como grupo formal, daí o carácter não-oficial da corrente realista.

O termo foi pela primeira vez utilizado (depreciativamente, como quase sempre aconteceu nestes "baptismos") em 1833 pelo crítico Gustave Planche.

O REALISMO propunha-se pois reagir pela observação objectiva dos objectos e das situações, contra os excessos da imaginação e da literatura na arte romântica. Os seus princípios eram o de representar a realidade, independentemente de ela ser bela ou hedionda. Faz-se a apologia da vida moderna (Baudelaire e Thoré), das cidades (Daumier) e dos campos ( Courbet, Millet, Breton); abre-se caminho a Manet, Degas e aos impressionistas, que preferirão a vida urbana. Numa segunda geração do Realismo, os autores representaram essencialmente o mundo operário, num processo que culminará com as ideologias políticas socialistas. Foram para tal influenciados pela FILOSOFIA POSITIVISTA de August Comte e Taine, pelas ideias de progresso científico e técnico e pelas ideias socialistas e republicanas.

Nos seus cenáculos e reuniões, cruzavam-se nomes como Jules-François Husson, dito Champfleury, Duranty, Baudelaire;  Max Bouchon, Proudhon, Courbet, Bouvin, Gautier, Corot, Decamps, Daumier, Traviés, Barye, Préault, entre muitos outros. Alguns que inclusivamente tiveram um passado ligado ao romantismo. Era cultivado um ambiente de boémia. Mas todos procuravam a Verdade.

Entre 1856 e 57 foi editada a revista ?Realismo?, dirigida por Duranty. Em 1857, Champfleury juntou os artigos que escreveu sob o título ?O Realismo?, constituindo a principal fonte teórica do movimento. A maior parte do Público e dos críticos condenou-os, por motivos ideológicos e estéticos. As obras eram consideradas feias, grosseiras e subversivas. Apesar da qualidade que alguns reconheciam em Courbet. Aliás, este só depois de 1855 assumiu o termo.

REALISMO EM PORTUGAL:

Em Portugal, Oliveira Martins, Ramalho Ortigão, Eça de Queirós, Antero de Quental e Teófilo Braga foram alguns dos mais importantes vultos que constituíram a chamada «Geração de 70», que, a partir da «Questão Coimbrã» (polémica entre Castilho e Pinheiro Chagas), deu origem às «Conferências do Casino». Foram eles que enunciaram os mais importantes preceitos de uma nova cultura, que em grande parte tem a sua origem no realismo de proveniência francesa e europeia.

Os romances de Eça e a poesia de Antero ligam-se a essa nova estética, que é também representada pelos romances de Júlio Dinis e pela poesia de Cesário Verde (embora esta, como a de Gomes Leal e a de Guerra Junqueiro, apresente já nexos com a poesia simbolista).




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