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A morte do autor: da obra ao texto



A escritura é a destruição de toda voz, de toda origem. Essa é a idéia central em ?A morte do autor: da obra ao texto?, de Roland Barthes (In: O Rumor da Língua. Trad. Mário Laranjeira. São Paulo: Brasiliense, 1988).

Para Barthes, a escritura é um neutro, um composto e um oblíquo para o qual se lança o sujeito. É também o branco e o preto onde toda identidade se perde, principalmente aquela identidade do indivíduo que escreve. Conte-se um fato e esse desligamento acontece. A voz perde a sua origem, o autor entra na sua própria morte, a escritura começa. Isso contrasta em muito com a postura de elevação da pessoa do autor por parte do positivismo em assuntos de literatura.

Mas é a linguagem que pronuncia, não o autor, com sua história, seus gostos e suas paixões. De forma intrigante, Barthes opina que fornecer ao texto um autor é travá-lo, é fechar a escritura. E o reinado do Autor foi também aquele do critico. Mas anuncia-se no contexto barthesiano o lugar onde o texto se escreve: a leitura. Vai-se, portanto, da obra ao texto. É o leitor que dá ao texto suas múltiplas significações, a partir de diversas escrituras que dialogam, parodiam-se e contestam-se. É sintomático, portanto, que o nascimento do leitor implica a morte do Autor.

Concordando-se ou não com tais assertivas, é um texto basilar para escritores, leitores, teóricos e críticos em geral.




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