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Roteiro de um Projeto-Paixão Pesquisa. Diálogo com um Pesquisador Inic



A elaboração de um projeto de pesquisa é sempre difícil. Para o pesquisador iniciante, mais ainda porque ele não sabe o que estudar e como estudar, já que não conhece a metodologia, as regras para a pesquisa.

O estudante enfrenta uma série de barreiras, segundo a autora, e a primeira é seu ego, seu desejo de apresentar um trabalho que cause admiração.

Outra barreira que o estudante enfrenta é o desconhecimento em relação às regras metodológicas. Na nossa sociedade, a pesquisa e o pensamento sofisticado são vistos como algo chato, como algo feito sem desejo, porque essa mesma sociedade incentiva o que é veloz e perecível. A metodologia precisa ser vista como algo ligado à realidade e à vida e como uma parceira na descoberta de conhecimentos. No aspecto sociopolítico, verificamos que o mercado não quer seres pensantes, mas sim máquinas, executores de tarefas. Na faculdade podemos ver que muitas pessoas dão mais valor à prática do que à teoria, quando na verdade uma não pode ser separada da outra.

Segundo BAPTISTA, o projeto de pesquisa deve ter as seguintes partes:

Capa (nome, título e subtítulo, universidade, local e data);

Página de rosto (dados da capa mais a finalidade do trabalho);

Epígrafe (opcional, pensamento que abre o trabalho, pode ser poesia, música, etc);

Sumário:

Introdução (o autor deve apresentar sua relação com o tema, porque escolheu tal assunto. O leitor fica sabendo o ponto de partida do trabalho):

I Definição do objeto de estudo (Objeto paixão-pesquisa);

II Formulação do problema

II.1 Conceitos envolvidos;

II.2 Objetivos;

II.3 Justificativa

III Referencial teórico;

IV Hipótese;

V Amostragem;

VI Técnicas de coleta de dados;

VII Descrição;

VIII Interpretação;

IX Guia de trabalho;

X Bibliografia;

Os três primeiros itens devem ser padronizados e podem seguir modelos.

O estudante geralmente fica cheio de dúvidas em relação ao objeto de estudo. A professora orienta que se escolha uma grande área ( comunicação, por exemplo), uma sub-área (Jornalismo, PP ou RP) e aí se escolhe o objeto. O contato com os conteúdos do curso e com as vivências na área possibilitam a escolha de um objeto de estudo. Ainda no item I, BAPTISTA afirma que ele deve ser um parágrafo objetivo que responda a pergunta ?O que você escolheu para pesquisar??. A Pesquisa deve ser feita sobre um assunto que o estudante seja apaixonado. Pode parecer difícil sintetizar a idéia em apenas um parágrafo, mas ele é essencial para orientar o pesquisador e depois poderá ser mudado conforme o rumo que seguir a pesquisa.

Depois de definir o objeto de estudo, o pesquisador parte para a formulação do problema, no subitem conceitos envolvidos. Nele o pesquisador deve explicar o mais detalhadamente possível o assunto que escolheu e sua problemática. O autor precisa imaginar que o leitor não sabe nada sobre o assunto, por isso deve explicá-lo muito bem e em forma de diálogo, deixando a revisão e o formato para depois.

No subitem objetivos deve ser listado em tópicos o que o pesquisador pretende com o trabalho. Cada objetivo deve ser iniciado com o verbo no infinitivo. Os objetivos devem ter coerência com o objeto de estudo e não ser amplos demais. Devem ser possíveis de serem realizados, portanto modestos. Acima de tudo, objeto e objetivos precisam estar ligados, senão algo está errado.

Na justificativa o autor precisa ?demonstrar a validade da pesquisa que está propondo. Segundo a autora, devemos vender nossa idéia e para isso dizer a importância da nossa pesquisa para o maior número de pessoas possível. Dois erros que ocorrem é de o pesquisador explicar a importância do assunto para si próprio ou apenas importância do assunto e não de se fazer uma pesquisa sobre ele.

No referencial teórico são citadas as teorias e autores que são trabalhados na pesquisa. Devemos interpretar o texto, segundo a pesquisadora, de acordo com nossa pesquisa sem dar certezas. Mostrar nossa visão do autor e como ele pode contribuir em nossa pesquisa.

A hipótese também pode trazer algumas dúvidas, pois a maioria dos pesquisadores iniciantes pensa que ela é uma pergunta, quando na verdade se trata de uma afirmação, que não precisa ser necessariamente confirmada. Ela é a resposta do problema levantado no início do trabalho, uma pressuposição.

Na amostragem são apresentadas as amostras ou os materiais que forneceram os dados para a pesquisa. BAPTISTA chama de planejamento operacional da pesquisa. A autora criou uma classificação com três tipos de amostras: bibliográfica (quais são as temáticas que está buscando livros), material (quais são usados como fonte de informação e quais os critérios de escolha de tal material) e pessoal (que pessoas se relacionam com o objeto de estudo e o critério de escolha delas). Resumindo: deve-se escolher a amostra e explicar os critérios, segundo a autora.

Em técnicas de coleta de dados, o pesquisador explica como vai coletar os dados ou as informações, se é por meio de entrevistas, formulários, ou outros diversos meios existentes em metodologia.

A bibliografia é a lista de referências bibliográficas, em ordem alfabética pelo sobrenome do autor.



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