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A INQUISIÇÃO E AS MORTES EM NOME DE DEUS





A
INQUISIÇÃO E AS MORTES EM NOME DE DEUS

A INQUISIÇÃO E AS MORTES EM NOME DE DEUS

Duas palavras que ficaram marcadas na
história da humanidade, e que possuem sinonímias e características
igualitárias. A inquisição deriva do latim inquisitione; pode ser também
delineadas como inquirição e antigo tribunal eclesiástico instituído com o fim
de investigar e punir crimes contra a fé católica; Santo Ofício. A inquisição
perseguia os hereges e fazia extermínios que requintes de perversidades, tudo
em nome de ?Deus?. Entre os séculos XI e XII, as penas de morte para os hereges
não eram mais um fato inédito, mais a maioria do corpo eclesiástico ainda
relutava em aceitar a situação. A Inquisição Ganhou mais relevo na época da
Contra-Reforma com as crescentes suspeitas populares. Portanto, trata-se de um
"inquirido", em assuntos de fé, evitando a condenação de alguém sem
investigação prévia. Tecnicamente, Inquisição é confundida com "Tribunal
do Santo Ofício". O segundo é uma entidade que tem por função fazer
inquisições. Ao contrário do que é comum pensar, o "tribunal do Santo
Oficio" é uma entidade jurídica e não tinha forma de executar penas. O
resultado da inquisição, feita a um réu, era entregue ao poder régio, muitas
vezes com o pedido de que não houvesse danos nem derramamento de sangue. Este
tribunal era muito comum na Europa a pedido dos poderes régios, pois queriam
evitar condenações por mão popular. Diz Oliveira Marques em ?História de
Portugal?, tomo I, página 393: ?(...) A inquisição surge como uma instituição
muito complexa, com objectivos ideológicos, económicos e sociais, consciente e
inconscientemente expressos?. A sua actividade, rigor e coerência variavam
consoantes as épocas. O que seria heresia no entendimento do clero: palavra
derivada do grego haíresis, ''escolha''; ''escola filosófica'', ''seita religiosa'',
e do latim haeresis + -ia1; doutrina contrária ao que foi definida pela Igreja
em matéria de fé; ato ou palavra ofensiva à religião; idéia ou teoria contrária
a qualquer doutrina estabelecida e contra-senso, tolice.

Píer Damiani (1007-1072) afirmou
orgulhosamente que os santos estão dispostos a sacrificar a própria vida pela
fé, mas não matam hereges. As origens da Inquisição remontam a 1183, na
averiguação dos cátaros de Albi, no sul de França por parte de delegados
pontifícios, enviados pelo Papa. A instituição da Inquisição se deu no Concílio
de Verona. No século IV, quando o Cristianismo se propagava, a Igreja Católica
havia tomado santuários e templos sagrados de povos pagãos, para implantar sua religiosidade
e erigir suas igrejas. Nos primórdios do Catolicismo, acreditavam que os pagãos
continuariam a frequentar estes lugares sagrados para reverenciarem seus
Deuses. Mas com o passar do tempo, assimilariam o cristianismo substituindo o
paganismo, através da anulação. A inquisição também é entendida como o ato de
inquirir, isto é, indagar, investigar, interrogar judicialmente. No caso da
Santa Inquisição, significa "questionar judicialmente aqueles que, de uma
forma ou de outra, se opõem aos preceitos da Igreja Católica". Dessa
forma, a Santa Inquisição, também conhecida como Santo Ofício, foi um tribunal
eclesiástico criado com a finalidade "oficial" de investigar e punir
os crimes contra a fé católica. Na prática, os pagãos representavam uma
constante ameaça à autoridade clerical e a Inquisição era um recurso para impor
à força a supremacia católica, exterminando todos que não aceitavam o
cristianismo nos padrões impostos pela Igreja. Posteriormente, a Santa
Inquisição passou a ser utilizada também como um meio de coação, de forma a
manipular as autoridades como meio de obter vantagens políticas. Os hereges
sofreram demais nas mãos do clero católico, mas também houve durante a
inquisição uma caça cruel àquelas pessoas que a igreja classificava como ?bruxas?.
Em 1486 foi publicado um livro chamado Malleus Malefico das Bruxas)
escrito por dois monges dominicanos, Heinrich Kramer e James Sprenger.

O Malleus Maleficarum é uma espécie de
manual que ensina os inquisidores a reconhecerem as bruxas e seus disfarces,
além de identificar seus supostos malefícios, investigá-las e condená-las
legalmente. Além disso, também continha instruções detalhadas de como torturar
os acusados de bruxaria para que confessassem seus supostos crimes, e uma série
de formalidades para a execução dos condenados. Ainda, o tratado afirmava que
as mulheres deveriam ser as mais visadas, pois são naturalmente propensas à
feitiçaria. O livro foi amplamente usado por supostos "caçadores de
bruxas" como uma forma de legitimar suas práticas. A inquisição
predominava na Itália, na Espanha, na Inglaterra, na França e até mesmo no
Brasil. Como sofreram esses povos vítimas da malfada inquisição eclesial, e os
que mais se destacaram na inquisição e que ficarão na história negra da igreja
Católica e no cristianismo foram: Bernardo de Chiaravalle; Papa Alexandre III;
Inocêncio III; Papa Gregório IX; Inocêncio IV; Bonifácio III; Frederico -
Barba-Ruiva; O imperador Frederico II; Tomás de Torquemada; Luis de Capone;
Nicolau V; Xisto IV; Papa Paulo III; Papa Júlio III; Paulo IV; Pio IV; Gregório
XIII; Xisto V; Gregório III; Alexandre IV; Karamer e Spengler; Tommaso Campela;
Laurent Joubert e muitos entre eles os cúmplices. O próprio Lutero e o
cientista Galileu Galilei escaparam por pouco da fogueira da inquisição. Uma
pergunta merece uma boa resposta: por que a igreja católica esconde de seus
fiéis todos os fatos hediondos praticados por integrantes do clero e adeptos?
Alguns itens contidos no Malleus Maleficarum que tornavam as pessoas vulneráveis
à ação da Santa Inquisição: Difamação notória por várias pessoas que afirmassem
ser o acusado um Bruxo; Se um Bruxo desse testemunho de que o acusado também
era Bruxo; Se o suspeito fosse filho, irmão, servo, amigo, vizinho ou antigo
companheiro de um Bruxo. Se fosse encontrada a suposta marca do Diabo no
suspeito. É triste, mas é pura realidade. Além da Europa, a Inquisição também
fez vítimas no continente americano.

Em Cuba iniciou-se em 1516 sob o comando
de dom Juan de Quevedo, bispo de Cuba, que eliminou setenta e cinco hereges. Em
1692, no povoado de Salem, Nova Inglaterra (actual EUA), dezanove pessoas foram
enforcadas após uma histeria colectiva de acusações. No Brasil há notícias de
que a Inquisição actuou no século XVIII. No período entre 1721 e 1777, cento e
trinta e nove pessoas foram queimadas vivas. No século XVIII chega ao fim às
perseguições aos pagãos, sendo que a lei da Inquisição permaneceu em vigor até
meados do século XX, mesmo que teoricamente. Na Escócia, a lei foi abolida em
1736, na França em 1772, e na Espanha em 1834. O pesquisador Justine Glass
afirma que cerca de nove milhões de pessoas foram acusadas e mortas, entre os
séculos que durou a perseguição. (www.spectrumgothic.com.br). As torturas era
coisa de louco, atos desumanos e principalmente de pessoas que deveriam dar bom
exemplo acontecia o contrário e aqui através de pesquisas conseguimos os mais
bárbaros tipos de torturas da inquisição que vão desde a extirpação dos órgãos
genitais, prego na língua, esquartejamento entre outros. Métodos de torturas da
Inquisição: ?Roda de despedaçamento? - Uma roda onde o acusado é amarrado na
parte externa. Abaixo da roda há uma bandeja metálica na qual ficavam
depositadas a brasas. À medida que a roda se movimentava em torno do próprio eixo,
o acusado era queimado pelo calor produzido pelas brasas. Por vezes, as brasas
eram substituídas por agulhas metálicas. Este método foi utilizado entre 1100 e
1700 em países como Inglaterra, Holanda e Alemanha. ?Dama de Ferro?: a dama de
Ferro é uma espécie de sarcófago com espinhos metálicos na face interna das
portas. Estes espinhos não atingiam os órgãos vitais da vítima, mas feriam
gravemente. Mesmo sendo um método d


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