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Allan Kardec - Biografia



ALLAN KARDEC - BIOGRAFIA
Por Marcelo Negreiros

Allan Kardec - Pseudônimo de Hippolyte-Léon-Denizard Rivail, codificador da Doutrina Espírita. Nasceu na cidade de Lyon, França em 03 de outubro de 1804, numa família com tradição na magistratura e na advocacia.

Primorosamente educado, desde cedo demonstrou vivo interesse pelas ciências, letras e filosofia. Estudou na escola de Pestalozzi, em Yverdun, Suíça, onde, muito jovem, aos 14 anos, tornou-se mestre. Pestalozzi teve-o como discípulo dileto, a quem, diversas vezes, confiou a direção de sua renomada escola.

O professor Rivail, como era conhecido, foi membro de importantes sociedades científicas de seu tempo, inclusive, premiado pela Academia Real de Arras. Foi o mais ativo propagador do método de Pestalozzi. Poliglota, traduziu para o alemão obras de educação influenciando positivamente o ensino daquele país, assim como, foi responsável pela reforma do ensino francês, tornando-se, pela excelência de seu trabalho, personalidade emérita na França.

Casou-se em 6 de fevereiro de 1832 com Amélie Gabrielle Boudet, moça inteligente e culta, filha de um tabelião, que além de professora de 1a. classe, formou-se em Letras e Belas Artes. Escreveu três livros: ?Contos Primaveris?, em 1825; ?Noções de Desenho?, em 1826; ?O Essencial em Belas Artes?, em 1828. Viveu com Hippolite uma relação harmoniosa, de plena cumplicidade e não tiveram filhos.

Foi em 1854 que o professor Rivail ouviu falar, pela primeira vez, do "fenômeno das mesas girantes", considerado uma espécie de jogo em que os participantes faziam perguntas e uma pequena mesa movia-se sobre cartas, respondendo-as. Foi uma forma de diversão muito popular na época, a qual o professor deu pouca importância - talvez por força de seu caráter voltado a estudos superiores - e numa análise superficial, relacionou-o ao magnetismo animal.

Porém, tempos depois, em 1855, o Sr. Fortier, um amigo de Rivail e também estudioso do magnetismo, insistiu para que comparecesse a uma dessas reuniões e presenciasse o fenômeno. Curioso, compareceu, e intrigou-se com o fato das mesas responderem aos participantes demonstrando conhecimentos e linguagem, por vezes, mais elaborada do que a dos presentes. Assim, seu interesse pelo fenômeno aumentou e com o tempo, após observações e estudos cada vez mais aprofundados, convenceu-se e comprovou a intervenção de desencarnados (espíritos) no fenômeno. Desse modo, através de um simples jogo de salão, é que a espiritualidade maior se apresentou ao professor Rivail. Desde então o insígne professor foi transformando-se em Allan Kardec, "O Codificador da Doutrina Espírita".

Vale dizer que este homem poderia ter continuado sua carreira como valoroso professor que foi na sociedade francesa e usufruido de todos os benefícios da posição que conquistara de modo legítimo, entretanto, envidou todos os seus esforços em compartilhar a luz dos planos mais altos da vida com toda a humanidade, assim nos propiciou "O livro dos Espíritos" em 1857; em 1858, iniciou a publicação de sua famosa "Revue Spirite"; em 1861, deu lume ao "O Livro dos Médiuns"; em 1864 ao "O Evangelho segundo o Espiritismo"; em 1865, ao "O Céu e o Inferno" e em 1868 à "A Gênese", completando assim o pentateuco Espírita.

Allan Kardec revelou-se um grande homem, mas também um grande missionário e benfeitor da Humanidade que muitos religiosos e materialistas de ontem e de hoje tentam empanar, mas a verdade é que a Codificação do Espiritismo é algo extraordinário, que brilha por si mesma ao revelar as relações do homem com o universo, por dar-lhe as chaves para desvendar os mistérios que tanto afligem a existência humana, dentre eles, o problema da morte que soube equacionar como nenhuma religião conseguiu, até hoje, fazê-lo.

A biografia de Kardec uma história como poucas, assaz inspiradora e merece ser lida. É toda ela sublime, entretanto, como prognosticou o " espírito de Verdade", sua dedicação à terceira revelação, seria marcada por escolhos e perigos de toda a sorte, pois objetivava abalar e transformar a Humanidade. De fato, sua missão foi árdua, tão árdua que, em nota de 1o. de janeiro de 1867, Kardec referiu num discurso as ingratidões de amigos, os ódios de inimigos, as injúrias e calúnias de elementos fanatizados de que ele, com freqüência, era alvo e soube enfrentar com humildade e firmeza, cônscio da importância do ensinamento dos Espíritos para a humanidade, por isso, sem jamais esmorecer em sua missão.

Allan Kardec faleceu em Paris, no dia 31 de março de 1869, aos 65 anos de idade, devido a ruptura de um aneurisma. Seus restos mortais jazem no Cemitério do Père-lachaise, em Paris. Seu túmulo, onde se lê "Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sem cessar, tal é a lei" é permanentemente coberto de flores de gratidão por todos aqueles que conheceram a Doutrina Espírita e o mais visitado. Em seu sepultamento, diante dos membros da Sociedade Espírita de Paris que ele fundou, amigos e populares, fez-se ouvir a voz do eminente astrônomo francês, Camille Flammarion, que manifestou a sua admiração pelo homem Hippolyte-Léon-Denizard Rivail, que seria para sempre honrado com o título de ?O Codificador da Doutrina Espírita?, o Consolador prometido por Jesus.


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