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O Que Estava Por Trás da Inquisição?



Acredito que seja importante saber quando e por quem teve inicio uns dos mais vergonhosos capítulos da Igreja cristã que marcou a história do ocidente. Fato este, que mesmo tendo acontecido há séculos, nunca será esquecido. O poder eclesiástico ordenou aos bispos ou comissários de sua nomeação, para que estes visitassem uma ou duas vezes por ano as respectivas dioceses a fim de descobrir os delitos de ?heresia?, e isto se daria por fama pública ou por denúncia particular. Desse modo, teve início a Inquisição em pleno século da chamada Idade Média por um decreto papal de 1230 que oficializava a lei do Vaticano. Nos cinco séculos seguintes essa temível instituição continuaria acabando com o que ela julgava ser inimigos da Igreja, heréticos ou feiticeiros. Uma data mais precisa, ou seja, o ponto de partida para esse estabelecimento da Inquisição em vários países é o ano de 1231, logo após o Concílio de Toulosa. Porém, nessa história há um ponto clímax de interesse especial. Esse ponto é exatamente voltado para os praticantes do judaísmo. Isso levou alguns historiadores à conclusão de que se tratava de uma porfia de interesses prolongada através de sucessivas gerações. Perceba bem o que o historiador J. Lúcio de Azevedo afirmou: ?Essa porfia só terminará em vantagens para os cristãos mediante um recurso violento. Os judeus a quem disputava a posição tinham por si todas as superioridades, entre elas a da inteligência. Na profunda treva da Idade Média as rudimentares prendas do ler e escrever eram privilégios de restrita minoria, e essa restrita minoria está de posse do judeu?. Isso, hoje, é inegável, pois percebemos através da própria história de homens tais como: Giordano Bruno, Nicolau Copérnico, Galileu e outros, que sofreram a inquisição, sem referir aos que ficaram no anonimato. Baroja, que também é antropólogo famoso, ao referir-se aos judeus portugueses e espanhóis dos séculos XV e XVI, afirmou que o povo hebreu tem se destacado como é sabido, ?um contingente muito grande de intelectuais e de profissionais liberais. Entre estes se destacam os médicos?. Ele também afirma, que de fato ?homens que chegaram ainda bem jovens, a ocuparem postos importantes na corte e nas grandes cidades da Espanha, como médicos de magnatas e de dignidades eclesiásticas, terminaram seus dias fora da Espanha como Apologista de Israel e como doutores rabinos?. Outro historiador, também relata que judeus vieram abrigar-se na península Ibérica por razões do ódio votados a eles pelos nativos. Leia atentamente o que ele relata: ?Astutos, pertinazes e ousados, os adventícios possuíam já as qualidades das raças afeitas à adversidade. A emigração, com as longas viagens cheias de perigos em mal aparelhadas naus. O historiador continua o relato dizendo: Pode-se dizer que eram criaturas de exceção, portadores das melhores energias da raça, esses que, ao cabo de inúmeros labores, chegavam enfim à terra nova nos confins do mar então conhecido?. No mesmo ano que a Espanha expulsava 180 mil judeus do seu território, obrigava 300 mil a se converter ao Catolicismo, e queimavam por mãos da inquisição 200 mil deles como convertidos relapsos. Nesta mesma época Cristovão Colombo descobria a América, quando em 1492 partia da Espanha, onde a embarcação era dirigida por judeus. Cinco anos depois, 1497, Portugal forçou os 200 mil judeus que viviam no país a converter-se ao catolicismo como marranos, cristãos forçados, sob pena de serem deportados. Justamente a partir da disseminação das doutrinas reformadas por toda Europa, inclusive na Península Ibérica, é que vamos encontrar o fortalecimento e a expansão da Inquisição. Também contribuiu para esse recrudescimento da ação perseguidora do Santo Ofício, as decisões do Concílio de Trento, 1545, resumidas nos famosos doze artigos do Papa Pio IV, ou o chamado Santo Concílio, embora a maioria não conhecesse o que ele professava. O ?Santo Ofício? e esses artigos revelam o verdadeiro espírito da Contra- reforma, e os mesmo seriam usados para justificar as perseguições. Eram dias negros para todos aqueles que não rezassem pela sua cartilha! A história registra grande número de judeus e de protestantes vítimas do Santo Ofício. O que aprendemos com isso? Que o fanatismo religioso e o dogma institucional da religião Ocidental puderam cometer as maiores atrocidades supondo está prestando um serviço a Deus. Podemos observar que por trás da inquisição, estava na realidade, o extermínio de uma determinada raça humana que fazia diferença na prática de sua crença, nos negócios comerciais e no destaque intelectual.


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