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Moçambique (folclore brasileiro 4)



Moçambique


Após o congo, irmão mais velho da grande família coreográfica, nasceu o Moçambique.


Com respeito à sua origem, às opiniões são desencontradas para uns, veio pronto da África negra e se integrou ao Congado, no Brasil; para outros, no entanto, ele é crioulo, nascido aqui mesmo, na antiga Vila Rica, freguesia de Santa Efigênia.


De toda a Irmandade, foi o grupo que mais se expandiuem Minas Gerais. Teria sido o preferidode Chico Rei, que lhe deu prestígio nacional.


Serra acima ou serra abaixo, movimenta-se com arroubo. Seu ritmo é inflamado e atrai uma multidão de curiosos, quando desfila na rua, por ocasião do cortejo. Os instrumentos musicais são todos de percussão - zabumbas, caixas, recoreco, patangome e xitangome.


Cada participante do grupo usa lenço de cetim à cabeça, de cor viva, à baiana. Igualmente feita com o mesmo pano, mesmíssima cor, veste uma minissaia, em redor da qual se aplicam faixas paralelas de rendas brancas e largas. Mas a cor da camisa deve contrastar com a destas duas referidas peças. São também rendados os punhos das mangas.


Igual em todas as guardas, a calça é branca, sobre cuja barra de cada perna vai um conjunto de quatro gungas de metalom, afivelado por meio de arreatas à altura dos tornozelos. Como se sabe, elas contêm chumbo de caça ou pedrinhas e fazem as vezes de chocalhos aos passos da coreografia.


Às orelhas, prende-se o par de argolas, preferentemente douradas. Como os demais irmãos de crença, não pode faltar à indumentária o rosário de lágrimas, conduzido a tiracolo.


Além do vestuário descrito, quem comanda a guarda leva o bastão, símbolo de autoridade. Segundo os antigos, deve ser feito a mão e com emprego de três diferentes madeiras, que serviram para a tortura de Cristo: cedro, com que se fez a cruz; braúna, da qual saíram os cravos; e acácia, a tabuleta, mediante a qual se indicou a culpa do Mestre e dele os fariseus escarneceram.


O moçambique puxa a Coroa e protege o reinado, é sua escolta, seu escudo.



Referência:


MARTINS, Saul. Congado: Família de sete irmãos. Belo Horizonte, SESC, 1988. p.27.. . .





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