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Mística x Misticismo



Definitivamente não é um tema fácil de abordar. Mas vamos iniciar pela compreensão de mística. A palavra mística vem do termo grego ?myo?, que significa nada menos que mistério. Mas este mistério se encaminha por algo próprio, que não tem como foco a revelação, ou seja, não se trata de um mistério que deva ser desvendado.

O mistério, de onde provém a mística, é sempre oculto e inalcançável. Deste modo, não podemos falar do que é a mística propriamente dita, mas sim ficar as voltas, tentando ao menos perceber a presença do mistério.

Idade Média é repleta de místicos, de pessoas que viveram uma experiência com a divindade, mas que na tentativa de dizer o que é esta experiência se traem e não conseguem apresentar o mistério que viveram.

O Budismo tem esta experiência como o espaço da transmissão dos ensinamentos. Somente quem passou pela experiência pode então ser chamado de mestre. É a experiência que faz com que um discípulo se torne mestre.

Para ilustrar o que digo trago um texto do blog Makyarim: ?Buda reuniu os seus discípulos e mostrou uma flor de lótus - símbolo da pureza, porque cresce imaculada em águas pantanosas. - Quero que me digam algo sobre isto que tenho nas mãos - pediu Buda. O primeiro fez um verdadeiro tratado sobre a importância das flores. O segundo compôs uma linda poesia sobre as suas pétalas. O terceiro inventou uma parábola usando a flor como exemplo. Chegou a vez de Mahakashyao. Este aproximou-se de Buda, cheirou a flor e acariciou o seu rosto com uma das pétalas. - É uma flor de lótus - disse Mahakashyao. - Tu foste o único a ver o que eu tinha nas mãos - disse Buda.? A outra tradição que diz que Mahakashyao simplesmente sorriu, nisto Buda reconheceu em seu discípulo a experiência.

A experiência é simples e profunda, mas é tênue e límpida. É a busca do Tao.

O misticismo, que se nos apresenta a todo o momento, trata de modo diferente a experiência mística, pois ele fica com os sinais, ou seja, com as aparências da experiência. Assim, o misticismo recolhe objetos, incensos, velas e outros símbolos e apresenta-os como elementos místicos e de devoção. Entretanto, o contato com tais sinais não garante a experiência e nem a profundidade do conhecimento. Mas remete à simples reprodução das aparências, extremamente valorizada na modernidade.



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