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Gnosticismo




Gnosticismo (Gr. gnosis," conhecimento revelado" movimento religioso esotérico que floresceu durante os séculos II e III. A maioria das seitas gnósticas professavam o cristianismo, mas as suas crenças eram diferentes das da maioria das seitas cristãs existentes nos primeiros tempos da Igreja. Para os seus seguidores o gnosticismo prometia um conhecimento secreto do reino divino. Raios ou sementes do Ser Divino caíram desde este reino transcendental até ao universo material, que é mau na sua totalidade, e foram encarceradas nos corpos humanos. O conhecimento poderia voltar a despertar esses elementos divinos que deste modo voltariam a sua própria casa no reino espiritual. Apesar de muitos gnósticos se considerarem a si mesmos cristãos, estes se negavam a identificar o Deus do Novo Testamento como Pai de Cristo, com o Deus do Antigo Testamento, e elaboraram as suas próprias interpretações; assim escreveram evangelhos apócrifos (como os evangelhos de Tomé e de Maria) para justificar a sua afirmação de que Jesus expôs a seus discípulos a verdadeira interpretação gnóstica de seus ensinamentos: Cristo, o espírito divino, habitou o corpo do homem Jesus mas não morreu na cruz, mas ascendeu ao reino divino do qual tinha vindo. Os gnósticos recusavam assim o sofrimento, a morte expiatória de Jesus assim como a ressurreição do corpo terreno. Apesar das seitas antigas não terem sobrevivido, periodicamente reapareceram aspectos do mundo gnóstico sob numerosas formas: a antiga religião dualista chamada maniqueísmo e as "heresias" medievais dos albigenses, os bogomilos e os paulicianos; a filosofia judia mística medieval conhecida como a cabala; a especulação mística em torno da alquimia do renascimento; a teosofia do século XIX; o existencialismo e o niilismo do século XX, e os escritos do psicólogo suíço do século XX, Jung. a essência do gnosticismo mostrou ser muito perdurável: a ideia de que o espírito interior da humanidade tem que ser libertado de um mundo que é por sua própria natureza enganoso, opressivo e mau.

É interessante a razão porque recusaram o Deus judeu, já que estava baseado num facto erróneo somente reflectido na Septuaginta: a introdução do mito mesopotâmico de Adão, Eva e a maçã. Consideravam que um Deus que depois de ter criado o ser humano como racional e inteligente, lhe negava o uso de sua inteligência, de sua humanidade, e o condenava ao sofrimento eterno devido ao "pecado original" - ou seja por ser humano - não era Deus mas o mesmíssimo Satanás. (sic)


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