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Os Sete Saberes necessários à Educação do Futuro



OS SETE SABERES NECESSÁRIOS À EDUCAÇÃO DO FUTURO RESUMO MARILA APRIGLIANO A educação visando transmitir conhecimento é, ao mesmo tempo, cega quanto ao que é o conhecimento humano, seus mecanismos de sobrevivência, enfermidades, dificuldades, tendências ao erro e à ilusão, e não se preocupa em fazer conhecer o que é conhecer. O conhecimento do conhecimento deve parecer como necessidade primeira que serviria de preparação para enfrentar riscos e ilusões da mente humana. Trata-se de armar cada mente ao combate vital rumo à lucidez. Da mesma forma, o conhecimento do conhecimento deve aparecer como primeira necessidade, servindo de preparação. Há de se enfrentar riscos permanentes de erro e de ilusão, que não cessam de parasitar a mente humana; armar cada mente no combate vital rumo à lucidez. Introduzir e desenvolver na educação o estudo e as características cerebrais, mentais, culturais dos conhecimentos humanos, de seus processos e modalidades das disposições psíquicas quanto culturais que o conduzem ao erro e ilusão que são as cegueiras do conhecimento. Necessita-se traçar os princípios do conhecimento pertinente, promovendo o conhecimento capaz de apreender problemas globais e fundamentais para neles inserir os conhecimentos parciais e locais. A supremacia do conhecimento fragmentado impede freqüentemente de operar as conexões entre as partes e a totalidade, e deve ser substituído por um modo de conhecimento capaz de apreender os objetos em seu contexto, sua complexidade, seu conjunto. Situar todas essas informações em um contexto em um conjunto. Faz-se necessário, ensinar métodos que permitam estabelecer relações mútuas e as influências recíprocas entre as partes e o todo em um conjunto complexo. O ser humano é a um só tempo físico, biológico, psíquico, cultural, social, histórico. Deve-se educar ensinando a condição humana, como objeto essencial de todo o ensino. Esta unidade complexa da natureza humana é totalmente desintegrada na educação por meio das disciplinas. É possível, com base nas disciplinas atuais, reconhecer a unidade e a complexidade humanas, reunindo e organizando conhecimentos espalhados nas ciências naturais e humanas, na literatura e na filosofia, pondo em evidência a unidade e a diversidade de tudo que é humano. Além da condição humana, ensinar a identidade terrena. No século XXI o reconhecimento da identidade terrena vai ser cada vez mais indispensável a cada um e a todos, devem converter-se em um dos principais objetos da educação. A história da era planetária se inicia com a comunicação entre todos os continentes no século XXI. Todas as partes do mundo podem se tornar solidárias, sem, contudo ocultar as opressões e a dominação que devastam a humanidade e que ainda não desapareceram. A crise planetária do Século XX mostra todos os seres humanos confrontados, de agora em diante, aos mesmos problemas de vida e de morte, partilham um destino comum. É preciso aprender a navegar e enfrentar um oceano de incertezas em meio a arquipélagos de certezas A ética do gênero humano. A educação deveria incluir o ensino das incertezas que surgiram nas ciências físicas (micro físicas, termodinâmica, cosmologia), nas ciências da evolução biológica e nas ciências históricas. O caráter doravante desconhecido da aventura humana deve-nos incitar a preparar mentes para esperar o inesperado, para enfrentá-lo com ética do gênero humano. É necessário que todos os que se ocupam da educação constituam a vanguarda ante a incerteza de nossos tempos. Ensinar a compreensão é ao mesmo tempo meio e fim da comunicação humana. Entretanto, a educação para a compreensão está ausente do ensino. O desenvolvimento da compreensão pede reforma da mentalidade. O planeta necessita de compreensão mútua entre seres humanos, quer próximos, quer estranhos, daqui para frente vital para que as relações humanas saiam do estado bárbaro da incompreensão. Esta deve ser obra para a educação do futuro, enfocando as causas do racismo, xenofobia, do desprezo, com foco na ética do gênero humano Constituiria ao mesmo tempo uma das bases mais seguras da educação para a paz, à qual estamos ligados por essência e vocação. A educação deve conduzir à ?antropo-ética? condição humana que é ser ao mesmo tempo indivíduo/sociedade/espécie. Nesse sentido, a ética individual/espécie necessita do controle mútuo da sociedade, a democracia; a ética indivíduo/espécie convoca ao século XXI, a cidadania terrestre. Tripla realidade: consciência do ser humano é ao mesmo tempo indivíduo/sociedade/espécie. Compreendendo o desenvolvimento verdadeiramente humano deve ser no conjunto das autonomias individuais, participações comunitárias e da consciência de pertencer à espécie humana. Controle mútuo: sociedade/indivíduos/democracia e conceber a humanidade comunidade planetária, que esta consciência se traduza em vontade de realizar a cidadania terrestre. Os sete saberes necessários à educação do futuro mostram a complexidade na educação. ?Complexo significa o que foi tecido junto; de fato há complexidade quando elementos diferentes são inseparáveis constitutivos do todo (como o econômico, o político, o sociológico, o psicológico, o afetivo, o mitológico), e há um tecido independente, interativo e inter-retroativo entre o objeto do conhecimento e seu contexto, as parte e o todo, o todo e as partes, as partes entre si. Por isso, a complexidade é a união entre unidades e a multiplicidade?. São Paulo, 19 de julho de 2007.


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