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Cidadania na era da globalização II



A exigência se constituirá por meio de uma educação a partir de metodologias libertadoras como já afirmava o nosso querido Paulo Freire, que se tornem caminhos alternativos da práxis humana inserida na história da humanidade. Como se encontra o Brasil neste contexto da globalização? Devido as últimas piadas da politicagem nacional, CPIs, mensalões, Caixas 2 ou recursos não contabilizados, a população brasileira se encontra, sem dúvida, mais descrente. A riqueza do país se encontra concentrada nas mãos de poucos e a pobreza cresce. O modelo é o mesmo de FHC à Lula, a lógica neoliberal na economia e ainda sofremos os impactos das conseqüências drásticas no plano político das privatizações e do projeto de desnacionalização realizado por FHC e que Lula conseguiu, ao menos, tentar frear. A decisão política há uma década vem sendo pelo neoliberalismo de mercado e uma política de estabilização que prioriza os indicadores macro-econômicos. Com tal decisão política, os pseudo-cidadãos sofrem com o avanço da tecnologia, com a abertura descontrolada dos mercados internacionais, com o corte dos gastos públicos e com o avanço dos serviços privados em áreas estratégicas como saúde e educação e com a neurose do Estado Mínimo que deve ter o papel de gerenciar e obedecer as determinações do Mercado. Tudo isso mesclado com uma profunda cultura da impunidade que invade as consciências das pessoas e da sociedade brasileira. Diz Marcos Arruda: "(...) cultura da impunidade, em benefício dos responsáveis não apenas por crimes contra os direitos humanos individuais (como os que vitimam as lideranças rurais, indígenas e eclesiais no campo), mas também por crimes políticos, econômicos e financeiros" (idem, p. 56). Além desses aspectos que compõem a sociedade política, temos o enfraquecimento das organizações dos trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais. A postura neoliberal adotada por FHC privilegiou a chamada "flexibilização do mercado de trabalho", um eufemismo que coloca os sindicatos e movimentos populares numa postura defensionista do trabalho assalariado e não mais na luta pelos direitos de cidadania negados. Torna-se necessário um período histórico de desenvolvimento da consciência, para que se tornando hegemônico alcance a massa crítica. A humanidade precisa de um novo "milagre grego", se é que este milagre realmente existiu. Precisa de uma transformação na visão de mundo do ponto de vista cultural e paradigmas, no plano pessoal e coletivo, bem como, no nível de suas relações que se interligam. A cidadania ativa ainda não faz parte de uma realidade humana. Sentimos apenas os ventos de uma possível cidadania ativa, participativa e democrática. Os homens e mulheres de hoje são protagonistas da construção desse novo paradigma acerca da cidadania que deverá sair do âmbito de uma cidade-estado e atingir a realidade da globalização, não essa globalização que temos, mas a globalização que queremos. Neste sentido, não podemos esquecer dos ventos que sopram com a memória dos 10 anos de martírio dos sem-terras de Eldorado dos Carajás ? PA. Dez anos da cultura da impunidade que se torna memória nas marchas, nas manifestações, nas ocupações, na luta social do MST no mês de abril. São ventos que sopram, pois se vê nestas ações as quais considero pedagógicas, porque nos ensina cotidianamente, sementes de uma possível cidadania ativa e participativa proveniente da práxis dos movimentos sociais e populares, ou seja, da própria sociedade civil.


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