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NÃO SE PODE CONFIAR NEM EM SEQUESTRADOR



18/09/2007 - 08h16
Golpe do falso seqüestro ilude pai e filho ao mesmo tempo

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GILMAR PENTEADO
da Folha de S.Paulo
Por 29 horas, o pai acreditou que o filho era vítima de seqüestro. Já o filho achou que era o pai quem estava com os seqüestradores. Por telefone, criminosos fizeram um pensar que o outro era o refém e cobraram resgate dos dois.
O golpe de falso seqüestro custou R$ 8,2 mil a uma família de baixa renda em Osasco (Grande SP). O pai, um serralheiro de 55 anos, usou as economias para reforma da casa para fazer depósitos bancários e comprar créditos telefônicos para os criminosos. O filho, um estudante de 22 anos, não tinha dinheiro para pagar o resgate.
O golpe começou a ser aplicado às 11h de anteontem. Ao atender um telefonema do Rio de Janeiro, provavelmente de um presídio, o serralheiro foi surpreendido pelo anúncio do seqüestro do filho. Na ligação, um dos criminosos, chorando, fingia ser o estudante.
A farsa parecia seguir o ritual de outros golpes de falso seqüestro. Os criminosos, porém, ordenaram que o pai tirasse o telefone fixo do gancho, desligasse o celular e se hospedasse em um hotel, incomunicável. Só ligaria o celular nas horas marcadas pelos bandidos.
O filho estranhou ao chegar em casa e ver o telefone fora do gancho. Às 4h de ontem, foi o filho que recebeu a ligação, do mesmo aparelho, dizendo que o pai tinha sido seqüestrado. O resgate era de R$ 50 mil.
Quase ao mesmo tempo, por volta das 7h de ontem, pai e filho receberam novas ligações dos falsos seqüestradores. O filho disse que não tinha os R$ 50 mil e precisava de mais tempo. O pai ofereceu R$ 7,7 mil da poupança da família para depositar em contas bancárias repassadas pelos criminosos --o serralheiro já tinha repassado R$ 500 em créditos telefônicos para os bandidos.
O serralheiro fez dois depósitos e rasgou os comprovantes e os jogou no esgoto, por orientação dos falsos seqüestradores.
A farsa só começou a ser descoberta quando um amigo da família viu o pai em uma praça de Osasco. Ele disse que não poderia falar porque seu filho estava seqüestrado. O amigo ligou para a casa do serralheiro e o filho atendeu. O serralheiro foi encontrado pelos policiais às 16h de ontem.
"Os criminosos usam uma conversa que hipnotiza. O pai pagou e o filho só não pagou porque não tinha. O conselho é que, nessas situações, desliguem o telefone e peçam ajuda", afirmou o delegado Francisco Pereira Lima, supervisor dos setor de homicídios e anti-seqüestro da Delegacia Seccional de Osasco. A polícia vai investigar a origem das ligações e as contas bancárias nas quais o dinheiro foi depositado.
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