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Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens



Ao contrário de Hobbes, que defendia a maldade como uma característica natural do homem, Rousseau dizia que o homem, em seu estado natural, era ingênuo e desconhecia o que é ser ?mau? ou ?bom?. Enquanto para Hobbes, o ?estado de guerra? era o estado natural; para Rousseau, o estado de guerra veio depois do estado natural.
Há um abismo entre o estado da natureza e o estado social: o primeiro é um estado de felicidade e equilíbrio, imutável e sem história. O homem natural é solitário, independente e ocioso. É um ?animal melhor organizado?. O que distingue o homem dos animais, segundo Rousseau, não é a razão e sim a liberdade. Por outro lado, o que caracteriza o homem é a sua capacidade de ?perfectibilidade?, ou seja, a faculdade de se aperfeiçoar. Na medida em que vai interagindo com o meio ? e esse contato é inevitável -, o homem vai sofrendo adaptações ? essa característica está na origem de todos os males da civilização.
Rousseau afirma que a desigualdade tem as seguintes origens: divisão do trabalho, desenvolvimento da agricultura e descoberta da metalurgia. O cultivo das terras pelo homem provocou a repartição das mesmas e, assim, se desenvolveu a propriedade privada, que daria fim a tão estimada liberdade do homem.
Com a instituição da propriedade privada, o estado de natureza é substituído, então, pelo estado de guerra: preocupados mais em ter do que em ser, os homens começam a entrar em conflito uns com os outros. Surge a necessidade de se estabelecer regras e normas para controlá-los. É preciso, portanto, estabelecer o Estado e suas leis ? início da sociedade.
É preciso dizer que Rousseau está longe de ser um revolucionário. Ele diz que o homem seria muito mais feliz sem o surgimento da propriedade privada e do conseqüente desenvolvimento da sociedade. No entanto, não apresenta nenhuma alternativa para essa realidade e admite também que o fim do estado de natureza, pela própria característica de ?perfectibilidade? do homem, era inevitável. O pensador também afirma que o estado de natureza pode não ter nunca existido ? como podemos saber?


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