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Idéia de Hobbes no Leviatã.



No Leviatã Hobbes (1587-1666) parte do princípio de que os homens são egoístas e que o mundo não satisfaz todas as suas necessidades, defendo por isso que no Estado Natural, sem a existência da sociedade civil, há necessariamente competição entre os homens pela riqueza, segurança e glória. A luta que se segue é a « GUERRA DE TODOS CONTRA TODOS», na célebre formulação de Hobbes, em que por isso não pode haver comércio, indústria ou civilização, e em que a vida do homem é «solitária, pobre, suja, brutal e curta.» A luta ocorre porque cada homem persegue racionalmente os seus próprios interesses, sem que o resultado interesse a alguém.
" Tudo, portanto, que advém de um tempo de Guerra, onde cada homem é Inimigo de outro homem, igualmente advém do tempo em que os homens vivem sem outra segurança além do que sua própria força e sua própria astúcia conseguem provê-los. Em tal condição, não há lugar para a Indústria; porque seu fruto é incerto; e, conseqüentemente, nenhuma Cultura da Terra; nenhuma Navegação, nem uso algum das mercadorias que podem ser importadas através do Mar; nenhuma Construção confortável; nada de Instrumentos para mover e remover coisas que requerem muita força; nenhum Conhecimento da face da Terra; nenhuma estimativa de Tempo; nada de Artes; nada de Letras; nenhuma Sociedade; e o que é o pior de tudo, medo contínuo e perigo de morte violenta; e a vida do homem, solitária, pobre, sórdida, brutal e curta."

Freqüentemente esse trecho da principal obra de Thomas Hobbes, é citado corno se ele se referisse à vida de agora ou à vida em geral. Ainda que o Leviatã seja um tanto deprimente, Hobbes não é sinistro desse jeito. Ele está querendo dizer que a vida sem a sociedade civil. seria "solitária, pobre" etc., não que a vida seja realmente assim.
E verdade que a vida no fim da Renascença não era um piquenique, fosse na Inglaterra ou em qualquer lugar. As pessoas se lembram de Shakespeare e Galileu, mas esquecem que os avanços no conhecimento e na navegação também fomentaram o ceticismo e a dúvida. A ciência confortável de Aristóteles transformou-se em ruínas, como também as certezas de uma Igreja Unificada. O Deus que governava o mundo através de reis e rainhas, com seus domínios garantidos por "direito divino", deu lugar a um Deus mais íntimo e pessoal, que falava tanto ao homem comum quanto aos reis.

Os rebeldes ingleses que, nos meados do século dezessete, degolaram o Rei Charles I, não o viam, obviamente, como um mediador de Deus. Embora Hobbes (1588-1679) concordasse que qualquer governo é o resultado de um consenso social, ele também se opunha violentamente a filosofia e às ações antimonarquistas dos rebeldes. Só um governante com poder absoluto, argumentava ele, pode efetivamente refrear os homens das disputas mútuas e da exploração. Por isso o titulo Leviatã, referência a maciça e opressora criatura encontrada na Bíblia. Para estabelecer esta premissa, Hobbes conjura um cenário de vida sem lei.

Hobbes descreve o homem em seu estado natural, como, egoísta, egocêntrico e inseguro. Ele não conhece leis e não tem conceito de justiça; ele somente segue os ditames de suas paixões e desejos temperados com algumas sugestões de sua razão natural

Onde não existe governo ou lei, os homens naturalmente caem em contendas. Desde que os recursos são limitados, ali haverá competição, que leva ao medo, à inveja e a disputa. Os homens também naturalmente buscam a glória, derrubando os outros pelas costas, já que, de um modo geral, as pessoas são mais ou menos iguais em força e inteligência, nenhuma pessoa ou nenhum grupo pode, com segurança, reter o poder. Assim sendo, o conflito é perpétuo, e "cada homem é inimigo de outro homem".é basicamente isso...a expressão "chave" é a guerra de todos contra todos!



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