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A arte do Sonhar!



Morrer! Dormir! Sonhar talvez! - Um dia alguém sentiu que dormir era bom para a saúde e pensou que, quanto mais horas de sono, mais saudável e longa a sua vida: ?Quanto mais se dorme, mais perseveramos na existência!.? De um simples pressentimento, essa dedução, com o passar das gerações, fora se confirmando como uma sólida sabedoria popular (veja Dorival Caymi cuja modorra em sua ensebada rede já dura quase cem anos!). Não demorou para alguém concluir que um sono perpétuo implicaria em uma vida indefinidamente prolongada e que uma vigília eterna seria a recompensa por um sono sem fim... Estava descoberta a imortalidade da alma! Que, em um futuro iminente, os homens se congelem à espera de um admirável mundo novo onde a morte seja vencida, tal fato será apenas a reificação empobrecida de uma elucubração espiritual!

NA FRONTEIRA -
Eu conversava com um antigo professor de filosofia, Cláudio Ulpiano, e tentava lhe convencer de que o bom-senso era o melhor critério para solapar a velha e recorrente dúvida metafísica: ?afinal, estamos dormindo ou acordados??. Perguntei-lhe incisivo: _ A regularidade dos fenômenos da vigília, cotejados com a variação insana dos sonhos, não basta para distinguir esses dois estados? _ Para distingui-los, sim; mas não é suficiente para afirmar qual é a experiência verdadeira nem qual é a falsa! _ E o testemunho das outras pessoas que estão acordadas ao nosso lado? _ Também nos sonhos as pessoas ao redor acreditam que estão acordadas. Vou lhe dar uma última razão para você abandonar de vez o seu bom-senso, pelo menos nesta questão:
QUALQUER ARGUMENTO QUE VOCE USAR PARA ME CONVENCER DE QUE ESTAMOS ACORDADOS, PODERÁ SER DITO POR ALGUÉM DURANTE UM SONHO!

A elegância e a exatidão da sua sentença emudeceu a minha voz e, devido talvez ao estupor, acordei...Ou adormeci...Já não sei mais!
Da Superioridade do Possível sobre a categoria do Real
- Leve um adulto ao palácio leibniziano dos infinitos mundos possíveis. Conduza-o através das galerias onde se enfileiram as portas dos infinitos passados que poderia nos ter ocorrido e nos feito outros (quiçá mais felizes). Seja dado a esse visitante escolher o passado que quiser. Poderá ter sido um príncipe heróico, um poeta inspirado, um dom Juan irresistível, um santo asceta ou um gordo e feliz verdureiro..., Contudo, que isso não modifique sua atual condição de um moribundo; que estas sejam mesmo suas últimas horas, independente do passado escolhido ter-lhe feito um príncipe ou um mendigo. Mostre-lhe, também, nos fundos do corredor, uma porta descorada. Ali estará o seu passado real, vivido em todas as suas horas mortas, seus segredinhos sujos e toda a banalidade da sua existência; mas, também, ali estará seus toscos brinquedos da infância, seu primeiro amor e o colorido repertório de seus sonhos, onde todos estes futuros possíveis desenhavam um colar como pérolas no fio de uma vida incolor. Alguém duvida que passado o moribundo escolherá?

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