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A ESFERA SOCIAL E O ENSINO DA FILOSOFIA



A Filosofia tem um papel significativo na preparação para o enfrentamento das idéias que se constituem em desafios presentes na pós-modernidade que aflora em pleno século XXI, marcada pela intolerância e ilusões momentâneas. É possível especular que, apesar de existir uma relevância do ensino de filosofia, formalmente estabelecida, disciplinando as ordens do pensar para uma atuação crítica no campo social, não há uma adequada consonância entre ensino, aprendizagem e preparação do profissional, de forma que as duas últimas encontram-se, na maioria das vezes, em descompasso com a primeira, o que pode indicar uma das causas do estágio de problemas por que passam a essa forma de ensino, caracterizada pela dificuldade dos alunos na aceitação dessa forma e da existência dessa aprendizagem.
Marcondes (2004, p. 57) observa que:

A história da filosofia nos revela, contudo, que ao longo dessa tradição não houve uma única linha predominante de pensamento, nem um estilo único de se fazer filosofia. A filosofia desenvolveu-se através de aproximações em maior ou menor grau com a ciência natural, a matemática, a arte, a política, a religião e o mito. O pensamento filosófico expressou-se em diferentes estilos, em poemas, diálogos, aforismos, tratados, cartas, autobiografias.

FINALIDADE DA FILOSOFIA E DO FILOSOFAR.
A partir do conhecimento filosófico, o aluno associa idéias com compreensão de mundo, embarcando em uma relação de interferência no processo ensino/aprendizagem, podendo-se indicar a relevância do papel do educador e como ele deve buscar um processo de desencadeamento consciente do sentido do ?ser? estimulador e intermediador no aprendizado do educando, visando o preparo para a construção de singularidades. Educar tendo como referencial a Filosofia é viabilizar a criação de conceitos, isto é, conjuntos dinâmicos de componentes que remetem a um problema, singularidades criadas para se pensar uma determinada problemática (MATOS, 2002)<1>. O autor aponta que educar dentro do enfoque da Filosofia é fazer emergir cidadãos conscientes de seu lugar no mundo, capaz de assumir uma postura critica, desafiando a capacidade entre o pensar e o agir, coincidindo com as idéias de Paulo Freire. A final, a inclusão da Filosofia no ensino Fundamenta e no Ensino Médio deve proporcionar ao aluno condições para a conquista e solidificação de uma consciência critica, capaz de refletir sobre sua própria realidade: os problemas sociais, culturais, artísticos... E sua própria condição de ?ser-no-mundo? e, sobretudo, agir sobre tais, procurando transforma-los. Neste caso aqueles que estão voltados para o ensino de filosofia deverá desenvolver novas práticas de ensino.
E por que não dizer que a Filosofia deve proporcionar aos alunos condições para a sua realização pessoal humana, possibilitando uma formação ética e um pleno desenvolvimento da sua autonomia intelectual, bem como do seu pensar critico? É necessário que o aluno perceba que a filosofia não é algo inútil, que seus preconceitos sejam substituídos por um interesse por aquilo que se apresenta como novo ou muitas vezes, ultrapassados. Aqui lembramos da Filosofia Clássica que muitas vezes é citada como algo de uma sociedade que se extinguiu e que não deve emergir em nossa consciência. O desinteresse do aluno não estaria na própria incapacidade de entender para quer serve tais conhecimentos? Ou que tais conhecimentos realmente não acrescenta em nada sua capacidade de pensar e agir? Na realidade, deve ser objetivo do ensino da Filosofia, fazer com que os alunos possam relacionar o mundo em que vivem com o mundo filosófico, transformando tais conhecimentos em algo útil para a via prática.
... Na realidade, chega-se a conclusão que a quem se propõem a trabalhar a disciplina Filosofia no Ensino Fundamental e Ensino Médio deve pelo menos ser capaz de está instruído par um modo especificamente filosófico de formular e propor soluções de problemas, nos diversos campos do conhecimento, capacidade de desenvolver uma consciência crítica sobre conhecimento, razão e realidade sócio-histórico-política, ser capaz de relacionar a promoção integral da cidadania e o respeito à pessoa, dentro da tradição de defesa dos direitos humanos com o próprio exercício da crítica filosófica, capacidade para analisar, interpretar e comentar textos teóricos, de acordo com os rigorosos procedimentos de técnica hermenêuticas, consciência dos valores culturais, científicos, artísticos, voltado para a valorização da existência e do próprio agir pessoal e político-religioso. Aos alunos; cabe entrar nesta noite escura que é a Filosofia brasileira.

<1> Junot Cornélio Matos é Professor Adjunto do Departamento de Filosofia da Universidade Católica de Pernambuco e Doutor em Educação pela UNICAMP


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