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Karl Popper e o Círculo de Viena



No início do século XX, reuniu-se em Viena um grupo de
pensadores provenientes de diversos ramos das ciências, com a particularidade
comum de visarem um consenso epistemológico;
e que buscavam estabelecer e difundir as bases do que chamavam de uma concepção científica do mundo ,
denunciando e derrubando o que acreditavam ser visões metafísicas que, então,
permeavam os diversos ramos do saber. A orientação destes pensadores era
embasada na visão empírica do conhecimento, pela lógica moderna, além da crença
numa obtenção positivista do
conhecimento. O grupo, visando divulgar suas idéias, publicou, em 1929, um
manifesto intitulado A concepção
científica do mundo: o Círculo de Viena ,
onde expressavam suas diretrizes e colocavam-se, assumidamente, em oposição às
teorias idealistas ? que eram muito correntes na época.

Para os membros do Círculo, a atitude antimetafísica é
embasada pela recusa de todo conhecimento que não possa ser empiricamente
analisado, não aceitando nenhum conhecimento apriorístico
ou formado apenas por inferências racionais (como quer, por exemplo, Kant).


A metodologia para a obtenção de verdades apresentada pelo Círculo, o Positivismo Lógico, calcava-se
no indutivismo
e, embora não pudesse garantir uma certeza absoluta, o aumento probalistístico
da verificabilidade de sua base empírica poderia ser encarado como uma
progressão na obtenção de determinada verdade, ratificando, deste modo,
determinada teoria. Neste prisma, qualquer hipótese, lei ou teoria deveria ser
capaz de ser observação e experimentação, sem as quais, seriam descartadas,
sendo consideradas desprovidas de sentido.


A convicção dos membros do Círculo em sua epistemologia pode
ser vista neste trecho escrito por Aranha e Martins ( Filosofando: introdução à Filosofia , p.163): ?os lógicos do Círculo
de Viena têm a convicção de que a lógica, a matemática e as ciências empíricas
esgotam o domínio do conhecimento possível. O princípio de verificabilidade,
identificando significado e condições empíricas de verdade, excluía a filosofia
do domínio do conhecimento do real?.


Embora o Círculo pregasse uma unidade consensual entre seus
membros, um destes começou a discordar, Karl Popper. Ele pensava que a força de
uma teoria não se baseava em ?repetições empíricas?, mas em sua solidez frente
a críticas e refutações. Popper não admite qualquer caráter absoluto de
verdade, sendo estas apenas corroboradas ,
sob o título de verdades provisórias
enquanto novos fatores não a refutarem.


Igualmente contrário à idéia de obtenção de verdades através
do método indutivo, Popper estabelece o racionalismo crítico baseando-se,
entretanto, na visão de que a mesma base utilizada pelo positivismo lógico
(observação e análise lógica) pode servir de forma dedutiva,
senão para a obtenção de verdades, pelo menos para pô



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