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Ética a Nicomâco. Livro IX




Neste livro Aristóteles fala das  espécies de amizade. Diz ele que; na amizade entre o inferior e o superior surge um problema que a deixa esta ainda mais fraca, pois, quando uma das partes não recebe o que esperava - ainda que seja a que receberia menos - a amizade se desfaz. Segundo ele, deve-se retribuir de forma correta  para cada tipo de pessoa. O filósofo lembra que, antes de alguém dar sustento para qualquer outro, deve primeiro, cuidar dos pais, pois foram eles quem lhe sustentaram durante seu crescimento. Deve também, convidar as pessoas certas para as ocasiões certas e dando as honras certas a aqueles que merecem na ocasião certa. Diz Aristóteles que; uma amizade que foi feita pelo interesse pode ser desfeita quando este acaba. E o amigo que se sentir prejudicado pelo fim desta deve culpar a si mesmo, pois escolheu basear sua amizade em algo volúvel. Quando uma das partes muda suas atitudes e passa a fazer o mal, seu amigo tem o direito de deixar a amizade, pois ninguém o irá censurar por isso. Porém, o bom amigo quando vê que seu companheiro tem recuperação, ajuda este a recuperar seu caráter. Um amigo que ultrapassa o outro na forma de pensar - situação que chega a ser comum quando se trata de amigos de infância - neste caso a amizade não precisa continuar, pois não existe ?o comum? entre eles. Para Aristóteles, a amizade dá-se pelo compartilhamento dos mesmos gostos, das mesmas coisas, das mesmas idéias. Mas, mesmo que a amizade tenha acabado devemos considerar a intimidade que tivemos outrora com aquela pessoa a quem antes se tomou por amigo, a não ser que o rompimento tenha sido causado pelo excesso da maldade. Assim como devemos tratar amigos diferentemente dos estranhos assim também devemos fazer no caso dos ex?amigos. Segundo Aristóteles,  a benevolência é um elemento da relação amigável, mas não é a amizade. Podemos senti-la por uma pessoa sem que esta saiba disso, ou mesmo sem conhecê?la, o que não é possível ocorrer com a amizade, pois para esta é necessário intimidade. Mas, podemos dizer que a benevolência é um primeiro passo para que a amizade ocorra. A conformidade de opiniões também se assemelha com a amizade, mas não com todas, pois não podemos dizer que somente pelas pessoas terem a mesma opinião sobre qualquer assunto elas estão em conformidade, mas sim quando concordam no modo de agir. Portanto, ela está mais ligada com uma espécie de amizade política. Argumenta-se se um homem deve amar a si mesmo acima de tudo, pois isto pode ser a característica de um egoísta. Mas, segundo Aristóteles, o melhor amigo de um homem é aquele que visa o seu bem acima de tudo. Ainda que ninguém saiba disso, esta característica se enquadra perfeitamente no amor que deve ter pra si mesmo acima de tudo. Para ser amigo de alguém, o homem deve ser antes de tudo o seu melhor amigo. Mas isso, diferente do modo que a maioria o é, não sendo egoísta. Todo o homem feliz necessita de amigos. Aquele que está em dificuldade precisa de amigos para ajudá-lo a crescer. E o que tem abundância precisa para ter alguém a quem ajudar. Mesmo que um homem possua toda a riqueza, ainda assim, não seria feliz. Pois, para Aristóteles, o homem é um animal ?cívico?, e a convivência social é essencial. Diz Aristóteles que a felicidade é atividade constante. E atividade é algo que se faz continuamente.  E por isso, não está conosco desde o principio, não nos pertencem. Temos que executá-la sempre. Aí então, seremos felizes. Conforme Aristóteles, amizade que se busca pelo prazer deve ter um limite, assim como para o tempero na comida, apenas uma certa quantia basta. Como também para as amizades que visam a utilidade, pois ter que retribuir serviços em excesso não é bom. E não ter tempo de vida o suficiente para tal não é característica do homem digno de felicidade. Na amizade nobre, dos bons amigos, seu numero é fixado pela convivência. Quanto mais amigos com os quais conseguirmos conviver, melhor é. Pois, segundo Aristóteles, o convívio é a principal característica da amizade e não conseguiremos conviver devidamente com um número muito grande de amigos. Aristóteles conclui que; a amizade é mais nobre quando estamos na riqueza, pois, aí vemos e ajudamos a quem amamos. A amizade se faz mais necessária na dificuldade, onde os amigos nos ajudam a superar as dificuldades e a prosperar.





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