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O que pode a consciência? Limites e Fronteiras do conhecimento



O que pode a consciência? Limites e Fronteiras do conhecimento


Ao longo da história humana, diversas tradições deixaram métodos de cura como a Acupuntura, a Yoga, o Xamanismo a Pajelança  e tantos outros que foram tratados como superstição (senso comum), como sistema de integração funcional (visão funcionalista), como mecanismo de estruturação social (visão estruturalista), menos do que como um sistema legítimo de conhecimento.


Consideramos que um caminho legítimo para a filosofia apontaria na direção de um senso emancipatório ? que resultaria tanto do esforço da reflexão crítica (senso crítico), como de outras dimensões da consciência, que encontram espaço nas disciplinas de meditação, para legitimar um saber verdadeiramente humano.


Apoiado em um modelo desenvolvido pelo já citado pensador Ken Wilbe (1), poderíamos investigar o Xamanismo como  conhecimento autêntico. Lembra-nos Wilbe que ?o conhecimento simbólico conceitual não pode ser completamente reduzido à dimensão objetivo-sensorial, nem o contemplativo à conceitual, sem que resulte no que se chama de erro de categoria. Assim existe um método específico para estabelecer a validade de cada esfera de conhecimento: o analítico-empírico para os dados objetivos, a hermenêutica para a comunicação simbólica e a percepção gnóstica direta para o contemplativo? Kem Wilber  diz ainda ?aqui delineamos nossos dois principais modelos de investigação: gnose/jnana para a compreensão direta destes níveis e, o mandálico-lógico para comunicá-los, mesmo que paradoxalmente, através de símbolos lingüísticos.(...) Como tentei mostrar alhures, este conhecimento espiritual, como todas as outras formas de conhecimento cognitivo válido, é experimental, passível de repetição e publicamente verificável(...)?


O xamanismo trabalha com profundo respeito às forças da natureza, com rituais vividos por qualquer tipo de pessoa, envolvendo cristais, fogo, água, metal, madeira. É um conceito de vida que busca no autoconhecimento a chave para o equilíbrio do ser.


O sacerdote do xamanismo é o xamã, que entra em transe durante rituais xamânicos, manifestando poderes aparentemente sobrenaturais, e invocando espíritos da natureza. A comunicação com estes aspectos sutis da natureza se processa através de estados alterados de consciência


O xamã pode ser homem ou mulher, e sempre há na história pessoal desse indivíduo um desafio, como uma doença física ou mental, que se configura como um chamado, uma vocação. Depois disto há uma longa preparação, um aprendizado sobre plantas medicinais e outros métodos de cura, e sobre técnicas para atingir o estado alterado de consciência e formas de se proteger contra o descontrole.


O xamã é um profundo conhecedor da natureza humana, tanto na parte física quanto psíquica?.


Os índios norte-americanos possuem uma tradição de cura, que envolve uma sofisticada concepção do ser humano. Um dos dos rituais de cura é a Viagem Xamânica: o curador, em estado de transe, deitado ao lado do paciente, sonha penetrar um labirinto, cheio de cavernas. Aí ele começa sua jornada, que envolve grandes perigos. O Xamã irá se defrontar com monstros infernais, que de toda forma tentará impedir seu processo de cura. Em cada uma das cavernas pode estar escondido um fragmento da alma do paciente, que para aí se refugiou, por ocasião de algum processo fortemente traumático. Estes fragmentos da alma se mostram ao Xamã como uma criança, que precisa ser convencida a voltar. A criança precisa se sentir segura e saber que agora ela habita um adulto. Após longa negociação, se a criança aceita voltar, o Xamã a trará consigo. De volta do transe o curador soprará na fronte do paciente: este é um sopro da vida, em que aquele fragmento da alma volta a integrar o paciente. E assim se conclui o processo da cura.


O que o dogmatismo cientificista tem a dizer deste método ?  Mera superstição ? Novas correntes da própria psicologia formam um amplo espectro de considerações, em defesa da legitimidade e autenticidade do método xamânico. Modismo ? Certamente que não. A psicologia, caminha ao lado de outros saberes para sua própria emancipação. E, seguramente, uma das mais importantes é a de se libertar como instrumento de legitimação de qualquer forma de barbárie: no caminho de volta encontraremos pessoas estigmatizadas tão somente por serem diferentes.


Formulação de Hipóteses para um Novo Modelo da Consciência


Os estados específicos de consciência produzem um conhecimento específico destes estados e uma ciência específica para este conhecimento. Neste perspectiva o conhecimento xamânico pode ser considerado como um saber legítimo e verdadeiro, passível de investigação e validação de acordo com os métodos especificos.


(1)    Ken Wilber, graduou-se em bioquímica e é estudioso da meditação zen. Seus livros a partir de The Spectrum of Conscousness, constituem importantes obras teóricas no campo da psicologia transpessoal. É editor da revista ReVision.





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