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O que é pós-moderno







Em 7 mini-capítulos, o autor Jair Ferreira dos Santos esboça uma idéia sobre o que é o ?fantasma? pós-moderno e sobre a paisagem que ele assombra. Cada parágrafo seguinte corresponde a um capítulo.


Vem comigo que no caminho eu explico. O autor apresenta os locais onde se vê o pós-modernismo: 1.o cotidiano, com a mídia de massa, tecnologia para fins individuais e saturação de informações 2. a economia, centrada no consumo personalizado, proclama o Shopping Center como o templo pós-moderno 3.arte, surgem nos anos 50, nessa ordem: arquitetura, pintura, escultura, romance e o resto, sempre obras satíricas, descompromissadas e desesperançadas 4. estilos de vida e filosofia: onde o niilismo é presente e palpável, e o indivíduo é ao mesmo tempo personalizado, hedonista, narcisista e programado, sem história e sem personalidade fixa. Tudo isto causa no indivíduo ao mesmo tempo uma sensação de deslumbramento e de vazio diante do mundo. Segundo os filósofos pós-modernos, isto é causado pela falta de contato com o real. Na pós-modernidade, lida-se muito com signos e símbolos; e muito pouco com os referentes reais destes símbolos. Visto que as representações do real veiculadas na mídia são muito melhores e mais bonitas do que o que de fato representam, o indivíduo pós-moderno vive em uma hiper-realidade, ou seja: uma realidade onde as representações do real superam em muito o real em si. Isto é a causa da sensação de vazio e deslumbramento. Duas características da pós-modernidade são: desreferencialização do real e a dessubstancialização do sujeito.


Do boom ao bit ao blip. A sociedade moderna se caracteriza pelo boom: máquinas, bombas, trabalho e produção, a bomba de Hiroxima, em 1945, seria o nascimento simbólico da pós-modernidade, pois a matéria se diluíra em energia, toda a produção do modernismo começa a se desfazer. Já a sociedade pós-moderna se caracteriza pelo bit: a unidade mínima em informação. O que move o mundo não é mais a produção, e sim a informação, tudo é signo processado, passado pela lógica 0/1 do chip de computador. O real é transformado em bit e difundido para o sujeito em blip(pontos, retalhos, fragmentos de informações). O próprio sujeito pós-moderno é um blip: bombardeado constantemente por informações desconexas, tudo é fragmentário, individual. Inclusive a política. Não há mais guerras por grandes causas nas sociedades pós-modernas; o que importa são pequenos objetivos práticos e particulares a serem alcançados individualmente: liberdade e igualdade sexual, ecologia, vegetarianismo; e não mais democracia plena ou socialismo.


Do sacrossanto não ao zero patafísico. Até a ascensão das vanguardas modernistas, a arte preocupava-se em representar o real, com a câmera foto-cinematográfica, tal arte ficou inútil e os modernistas propuseram uma arte que interpretasse o real, e valorizavam sobretudo a criatividade e a crítica. Na arte pós-moderna (ou antiarte), porém a preocupação maior é apresentar a vida de forma direta, com os seus objetos. Há a desestetização e desdefinição da arte: tudo é arte: de lixo a outdoors.


Na literatura, enredo, assunto e personagem são banidos, é produzida ficção sobre ficção, como paródias; e formas populares, como ficção cientifica e pornografia. Temas grotescos e decadentes (loucura, perversão, drogas e distopias) são freqüentes, mas sempre puxando o cômico; a intertextualidade também é presente e não há preocupação, crítica ou sociopolítica.


Anartistas em nuliverso.As vanguardas pariram o modernismo, no pós-modernismo fala-se em transvanguarda, vale tudo: arte retrô ou futurista, ou ambas. O primeiro passo para a consolidação da arte pós-moderna foi uma espécie de ?revolta? contra uma escola de arquitetura alemã, a Bauhaus, que afirmava que a forma segue a função. Arquitetos italianos e ingleses preferiram acreditar que a forma deveria obedecer à fantasia e à imaginação. O ecletismo foi deles marca registrada. Na pintura e escultura, o material e a temática são o cotidiano: quadrinhos, latas de sopa, celebridades, transformam-se em pop art. Na pós-modernidade surge também a instalação: o espectador imerge, participa da obra; e nas artes cênicas aparecem a performance e o happening.


Adeus às ilusões: Em filosofia, fala-se na desconstrução do discurso filosófico, que é o desmascaramento dos grandes ideais ocidentais (razão, verdade, estado) e crítica ao logocentrismo, a vida não é perfeita como a razão a quer, além do desenvolvimento de temas antes considerados menores em filosofia, como desejo, loucura, sexualidade, poesia, linguagem. O caminho foi aberto por Nietzsche e filósofos pós-modernos (Deleuze, Guatari) mesclaram marxismo e psicanálise para desmascarar as fraudes do ideário ocidental. Proclama-se então o dístico: ?Morte ao Todo, viva a Partícula?.


A massa fria com Narciso no trono. Acontece nas sociedades pós-industriais várias deserções: da História, do político e do ideológico, do trabalho, da família e da religião. O papel antes desempenhado por estes passa a ser feito pela mídia massiva e pela tecnociência, a moda dita em que acreditar, o que fazer, o que pensar e o que e como ser.




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