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Educação DO HOMEM INTEGRAL



"Educação do Homem Integral" - texto destinado ao educador procurando incutir-lhe a compreensão profunda da arte de educar, que é muito diferente daquilo que os governos praticam, através do Ministério da Educação, ou das Igrejas; governos visam a instrução, enquanto que as Igrejas se preocupam com conceitos de moralidade do agir. Ambos falham esquecendo que o educando é um ser em crescimento e que a verdadeira educação leva ao auto-conhecimento e auto-realização. Nesta segunda edição, o livro é apresentado como um manual de auto-realização. E a filosofia individual não é organizável como base de uma educação oficial, pois ela exige uma pedagogia diferente. Parte do princípio de que é a educação uma espécie de indução realizada por um educador plenamente realizado - sua conduta é que influenciaria beneficamente os educandos. "Ninguém pode educar alguém. Alguém só pode educar-se a si mesmo" - com essas palavras o autor demonstra que toda verdadeira educação só pode ser intransitiva, ou reflexiva, subjetiva. O Mestre só pode mostrar o caminho, através do qual o aluno pode se auto-educar. Cabe a cada um através do livre arbítrio aceitar ou não; ou seja, é necessário que haja receptividade. Descobrir fatos fora de nós é Instrução - prepara para a vida profissional; Educação é a realização das qualidades que fazem parte do "Eu" e envolve auto-conhecimento. A educação é ação indireta. A arte de educar consiste em descobrir e despertar as potencialidades adormecidas. Ciência e arte, auto-conhecimento e auto-realização aliadas a talento e intuição geraram um processo de magnetismo entre educador e educando, realizando o processo educativo. Hoje a instrução unilateral de valores materiais é a responsável pelo estado de crise existencial das pessoas, pois os valores do Eu não foram desenvolvidos. O desequilibrio comportamental dos jovens e da sociedade são o resultado. Falta a visão ampla da verdadeira existência individual total regida pelas leis Cósmicas. Esta visão é uma experiência interna, intransferível. Segundo Einstein os valores que dão sentido à vida "vem de outra região" - são a alma do Universo. A consciência é o eco desses valores e exige obediência; uma pessoa educada pela consciência dos valores dará equilibrio, paz e harmonia à sociedade e ao mundo. Todo educador deve eduzir, despertando os valores positivos, bons, levando o educando a aceitá-los em seu livre arbítrio mesmo que signifique perda ou sofrimento ao ego. Qualquer prêmio ou castigo é anti-pedagógico. A moderna pedagogia que libera o comportamento deixando cada um livre para agir e assim evitar "frustrações" gerou pessoas inseguras, desequilibradas. "Castigo" para melhorar é recomendável; punir para fazer sofrer é imoral. Proibições devem ser apresentadas como forma racional, compreensível benéficas. Deve o educador falar em Deus? - Sim, quando a idéia equivale ao conceito do Filósofo Spinoza (Deus é alma do Universo), ou como Paulo - "Deus é aquele no qual vivemos..." onde o conceito não é limitado a uma pessoa ou individualidade. Meditação, consiste em desligar-se da dispersividade social, praticando a interioridade, a fim de orientar a vida diária, num encontro consigo mesmo que ajuda a melhorar todos os setores da vida, ao abrir-se para a Fonte Infinita. Em "Origem e Natureza do Homem" - fala do aparecimento do homem sobre a terra como uma creatura potencialmente humana - um ser humano num corpo animal, dotado de espírito e matéria. - "Deus creou o Homem o menos possível para que o homem pudesse crear o mais possível". A tarefa do homem é estabelecer a harmonia e o equilibrio entre a sua natureza Divina e animal. Cabe à educação estabelecer essa harmonia e equilibrio, realizando o Homem Integral. O sistema educativo anti-pedagógico do prêmio x castigo, levou ao desequilibrio, ao caos, violência, desordem, terrorismo... Condena o sistema educacional que pratica uma espécie de " cobaísmo" - cita: - adoção de teorias psicológicas ultrapassadas, a orientação sexual nas escolas, as teorias de Skinner negando o livre arbítrio, a indisciplina permissiva para evitar traumas e complexos, esquecendo que a criança e o adolescente têm predomínio do instinto cego que deve ser disciplinado pela razão do adulto. Tudo isso agravado com a troca da cultura europeia pela americana, sem bases sólidas. Esquecem que o homem não é uma justaposição mecânica de corpo e alma; ele é um intercâmbio orgânico entre corpo e alma. A dispersividade cada vez maior leva a educação a nadar contra a corrente. Liberdade com responsabilidade em conjunto com realização e aperfeiçoamento levam a descobertas e conquista da verdadeira felicidade inerente à própria substância do verdadeiro Eu. Céu e inferno são estados de espírito de cada um, não prêmio ou castigo futuro. Segundo o Bhagavad Gita o Ego é o maior inimigo do Eu. A integração do Eu com o Ego determina o equilibrio perfeito que uma educação adequada pode oferecer. Toda sociedade produto do Ego e seu campo é apenas "produtivo", enquanto que o Eu é creativo. A alo-educação se atém à faixa do Ego e da lei, e não na do Eu e da Justiça. O direito é do Ego, e a Justiça é do Eu. O maior bem que se pode fazer é realizar a própria auto-realização porque o ser bom leva a fazer o bem, queira ou não.



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