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A FIDELIDADE A NÓS PRÓPRIOS



A FIDELIDADE  A NÓS PRÓPRIOS.

  É uma questão de honra sermos fiéis sobretudo a nós próprios, pois é importante sabermos  respeitarmo-nos, porque há uma coisa que nós temos de saber, nós não somos nós, somo nós e o outro ou o eu, que nos representa e com quem nós podemos estabelecer um dialogo. Muitas vezes costumamos dizer que ?fulano? está a falar sozinho, nada disso, essa pessoa está a falar com o outro eu, que é ainda ele e nós precisamos de falar com o outro que somos ainda nós.

Num certo sentido, a relação de amizade, de  respeito, de solidariedade, de dignidade, de honradez  e por aí fora, que nós devemos assegurar nas nossas relações com os outros, devemos assegurar também connosco. A coisa é muito simples de entender. Vejamos, quando eu andava na catequese, uma vez, foi necessário confessar-me ao senhor prior. Naquele tempo, os candidatos a confessar-se dirigiam-se ao confessionário, uma  caixa de madeira grande onde o senhor prior se colocava dentro, sentado numa cadeira e o candidato ajoelhava-se por fora e através duma rede comunicava  com o representante de Deus e, quando foi a altura de dizer quais os meus pecados, não disse, por vergonha, que tinha ido roubar uns pêssegos  na árvore da vizinha. .  .

A minha atitude não  foi correcta, não foi idónea,  não foi respeitável, não fui fiel aos princípios e aos valores porque se devem pautar os homens de comportamento social verdadeiro e autêntico..

É claro que os prejuízos daqui resultantes fui eu que os tive que suportar. Como?  É reagindo através da indiferença pela via do esquecimento, que conseguimos  ultrapassar essas idiotices, conseguindo-se umas vezes outras não. depende da dimensão. Porque se há um de nós  que perdoa facilmente já o outro que está dentro de nós  não concede facilmente esse perdão. E isto é tão verdade que o episódio que acabo de relatar aconteceu há cinquenta e cinco anos e essa omissão da verdade está perfeitamente patente dentro de mim, com uma atitude que não devia ter sido praticada. .           Por aqui talvez seja fácil percebermos em qual zona de nós se encontra esse outro eu. E o outro eu está alojado na consciência. A consciência tem um funcionamento duplo, aprova e desaprova e aceita o diálogo. E castiga também. há pessoas que têm mais facilidade  em desligar-se das coisas do que outras. Nos EUA  as pessoas vão na rua, dão um truck  e dizem very good.. É claro que não é crime dar um truck, mas, ainda por cima apoiar com um ?muito bom?, é um pouco de exagero, apesar de isto ser uma questão cultural. Nos EUA é tido como normal, aqui em Portugal não, de tal modo que eu que também os dou, quando o faço, olho para trás a ver se vem alguém.

Com esta atitude de olhar para trás estou a recriminar-me, estou a  dizer ao outro, então, que falta d e respeito é essa, isso não se faz na rua  nem em lado nenhum, não é bonito nem cheira bem, portanto trava-se aqui uma luta entre dois ?comandantes?, quer dizer, há o eu de um que diz ok enquanto há o eu do outro que diz não.

Se nós formos  cumpridores das normas que foram estabelecidas para se viver  em sociedade essa luta não se trava. Logo, entendo que devemos fidelidade a nós próprios, para  ajudarmos a construir uma sociedade mais justa.

SOUSAFARIAS 

 




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