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A questão da Filosofia da Educação e Filosofia da Educação em questão



Publicado em ?Estilos em Filosofia da Educação?, o texto pretende expor resumidamente as idéias de Ramsey sobre o tema da verdade, mostrando suas conseqüências para a filosofia da educação e para o discurso pedagógico por que a noção de verdade está embutida, como pressuposto, em todo o universo do discurso educativo, pois se existe aula é porque existem ouvintes que crêem que a aula é verdadeira.

O autor começa dividindo as atuais teorias da verdade em dois grandes grupos: As teorias robustas (fortes) e as teorias minimalistas, onde às teorias fortes equivalem as teorias clássicas da verdade:

- o correspondentismo: uma proposição ou sentença é verdade se, e somente se, ela corresponde aos fatos.

- o coerentismo: um conjunto X de crenças seria verdadeiro se, e somente se, ele fosse coerente com um conjunto Y de crenças, sendo que X é o que acreditamos agora e Y o conjunto de crenças que um grupo ideal de especialistas, estudando o tema, formulasse outro conjunto de crenças.

- o pragmatismo: a verdade é considerada aquilo que é útil e, por conseguinte, que une os homens. A verdade é dada por condições de experiência que podem ser lidas como condições de experimento.

É desenvolvendo as idéias minimalistas sobre a verdade que Paulo acha-se pronto para nos revelar as idéias de Ramsey. As teorias Deflacionárias. O que falamos sobre a verdade é algo puramente formal.

O deflacionismo é o movimento dos filósofos adeptos de teorias da verdade que dessubstantivam a verdade, que desessencializam a verdade, que retiram da verdade qualquer conotação metafísica. Assim a verdade e o verdadeiro pertencem não ao campo metafísico, mas sim ao campo da pragmática da linguagem.

Sendo assim, a verdade não é uma propriedade metafísica, mas apenas ênfase retórica. Por isso propõe a metáfora da escada de Ramsey: para calcular a força destas verdades através dos degraus da escada; pode-se formalizar assim: na base da escada dizemos ?p?; no primeiro degrau ?é verdade que p?; no segundo degrau ?está na ordem do universo que p? e assim por diante... A perspectiva do topo da escada é a mesma perspectiva da base. A diferença entre os degraus é apenas retórica e não substancial.

Como conseqüência para a Filosofia da Educação acontece que as várias teorias pedagógicas perdem o critério de verdade excepcional que as sustentam; e outra conseqüência é que podemos observar os discursos provocados pelas varias pedagogias e calcular sua força ou suas incongruências através da escada.

O autor segue seu estudo colocando na escada as teorias pedagógicas de Anísio Teixeira, Paulo Freire e o Marxismo pedagógico dos anos 80. Acredita que com essa concepção torna os professores mais críticos por poder fazer todas as teorias competirem entre si de igual para igual, pois nenhuma delas se assenta na ?fala de Deus? ou em nenhuma ?verdade científica? e sim em campos retóricos que podem explicitar os interesses determinados à funcionalidade do discurso. Essa deflação da verdade explica a verdade pela sua pragmática dentro da linguagem, sem qualquer cuidado em relação à natureza da verdade, seja essa natureza lógica, metafísica ou lógico-metafísica. Se há diferença entre todas as teorias, essas diferenças são retóricas e não substanciais, essenciais, metafísicas.


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