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O Anticristo



O espírito aguçado de Nietzsche, que em sua época (final do século XIX) conviveu com a incompreensão ? se anunciando por isso como um ?autor póstumo? -, direcionou vigorosas críticas ao Cristianismo. Em sua obra ?O Anticristo?, o filósofo alemão denuncia o ressentimento, a culpa, a concepção do pecado, a negação da realidade, o dogmatismo como fontes do domínio cristão sobre o quê há de belo, forte, sobre a Vontade de Potência. O Cristianismo ao proceder de maneira negligente em relação ao corpo, a diversidade de opiniões, à celebração da vida, retalha a criatividade, a afirmação, os sentidos, em suma, tudo o que nos torna humanos.

Segundo Nietzsche, a ética cristã deturpa o significado de sabedoria: ao pregar a obediência, a crença em um Deus onipotente (e ao propagar o que o filósofo chama de suas três habilidades: a fé, a esperança e a caridade) ela fecha o cerco aos espíritos livres. Observando os preceitos do Cristianismo, Nietzsche desafia a ideia do dualismo entre corpo e alma, a ideia do pecado, da recompensa e da salvação divina. Nietzsche denuncia Paulo de Tarso (o soldado romano convertido) como o profanador de Jesus ? o único e verdadeiro cristão -, pois Paulo fundou a Igreja que terminou por abater qualquer resistência aos poderes impositivos (dos sacerdotes, do Estado, entre outros). Paulo difundiu uma religião dos fracos, disseminou a mentalidade de ?rebanho?. O Cristianismo configurou-se como o mais notório exemplo de niilismo. O cristão foi forjado pela vontade do nada.

Nietzsche percebeu que o Cristianismo (como outras religiões) desejava interromper o desenvolvimento da ciência, da cultura, da nobreza humana. Para isso, a doutrina inventou o pecado; o que resultou no domínio sobre os crentes. O mundo visto pelos olhos do Cristianismo tornou-se perigoso, imperfeito, dual e venenoso. Nietzsche debateu contra todas as formas de metafísica. Ao focalizar o Cristianismo, o filósofo alemão criticou a noção platônica do mundo das ideias (essência) versus a realidade (simulacro), as depreciações de Agostinho, Lutero e os rigores do Protestantismo. Tudo que trazia o sinal de decadência, tudo que era contrário à vida. O Cristianismo defendia a felicidade além-túmulo abençoado por um Ser metafísico (Deus), mas isso acabou por mutilar a vida. Deus surge na religião que dominou o Ocidente como niilista, pois nega o sentido da existência contida na própria vida terrena; o que deveria ser combatido era o ódio ao natural, ao prazer, a defesa inconteste do sofrimento perpétuo. Nietzsche pretendeu a criação de outros valores, valores que afirmavam a vida em todas as suas esferas (intelectual, cultural, física, afetiva). Enfim, Nietzsche buscou preparar o terreno para o ousado projeto de transvaloração de todos os valores.



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