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Imigração: As Mudanças Sociais na Republica Velha



O Brasil foi um dos países receptores dos milhões de europeus e asiáticos que vieram para as Américas em busca de oportunidade de trabalho e ascensão social. Ao lado dele, figuram, entre outros, os Estados Unidos, a Argentina e o Canadá.

Cerca de 3,8 milhões de estrangeiros entraram no Brasil entre 1887 e 1930. O período de 1887 a 1914 concentrou o maior numero, com a cifra aproximada de 2,74 milhões, cerca de 72% do total. Essa concentração se explica, entre outros fatores, pela forte demanda de força de trabalho para a lavoura de café, naqueles anos.

Em termos de recepção de imigrantes, e estado de São Paulo se destacou no conjunto, concentrando sozinho a maioria de todos os residentes estrangeiros no país, 52%. Essa preferência se explica pelas facilidades cedidas pelo estado: passagens, alojamentos; e pelas oportunidades de trabalho abertas por uma economia em expansão.

Considerando-se o período de 1887/1930, os italianos formaram o grupo mais numeroso, com 35% do total, vindo, a seguir, os portugueses, 29%; e os espanhóis 14,6%. Outros grupos relativamente numerosos, em termos globais, foram qualitativamente importantes. O caso mais expressivo é o dos japoneses, que vieram sobretudo, para e estado de São Paulo.

Os imigrantes mudaram a paisagem social do centro-sul do país, com sua presença nas atividades econômicas, seus costumes, seus hábitos alimentares, contribuindo também para valorizar uma ética do trabalho.

Os imigrantes, em sua maioria pobres, tiveram êxito na nova terra; considerando seu papel no desenvolvimento do comercio e da industria, em estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Mas no caso do campo é mais complicado, no estado de São Paulo, por exemplo, nos primeiros anos de imigração em massa, os imigrantes foram submetidos à duras condições de existência, resultantes das condições gerais de tratamento dos trabalhadores no país, onde quase equivaliam a escravos.

Porém, em períodos mais longos de tempos, verifica-se que também no campo imigrantes ascenderam na escala social. Uns poucos, como Francisco Schimidt e Geremia Lunardelli, tornaram-se grandes fazendeiros.

A maioria passou à condição de pequenos e médios proprietários, abrindo caminho para que seus descendentes viessem a ser figuras centrais da agroindústria paulista.



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